O fato que comoveu toda a população de Firminópolis e mobilizou a Polícia Civil daquela cidade aconteceu na noite deste domingo. Uma mãe, que reside na zona rural, foi amamentar o seu bebê, adormeceu e dormiu, quando acordou a uma criança de 1 mês estava morta. A suspeita é que ela dormiu em cima do bebê e o teria asfixiado.

Ao acordar e notar que a criança estava sem vida, desesperada a mãe tentou de todas as formas buscar socorro. O drama só estava começando. Ela conseguiu um carro, que quebrou no caminho, em seguida ela pega carona numa motocicleta, ela fura um dos pneus, somente em outro carro a mãe consegue chegar ao hospital. Que recusou atende-la.

Confira o caso relatado na íntegra, no texto abaixo, pelo próprio delegado de Firminópolis Dr. Tiago Junqueira.

“O dia 29 de maio já nasceu com muita tristeza para a cidade de Firminópolis… Porque mal o dia nascia, já morria uma criança, com sonhos e um futuro pela frente. Os Policiais Civis já começaram o expediente na Delegacia com uma notícia enternecedora. Não somente a notícia é malcontente, porque já não se trata de um fato isolado. Do contrário, o que traz mais indignações são as situações precárias em que vivemos nesse mundo tão corrupto de justiça.

 

Uma mãe pega o filho no colo, de apenas um mês de vida, durante a noite, para amamentá-lo, e em razão do cansaço adormece. Sem se dar conta, não sabendo ao certo o que aconteceu, acorda com o filho já sem sinais vitais, pois talvez tenha se deitado sobre ele e o asfixiado.

 

O certo é que o filho já não mais respira. A mãe, desesperada, estando, pois na zona rural deste Município, coloca a criança – já sem vida – envolta em um cobertor, e consegue um carro emprestado para trazê-los ao Hospital, quando no caminho o carro quebra. Sem condições de continuar a viagem, conseguem uma motocicleta, e trazem a criança no colo, quando o pneu da motocicleta vem a furo. Depois de muitas tentativas, conseguem outro veículo e ao chegarem no Hospital…

 

Não recebem atendimento, sob a alegação de que a criança já teria vindo a óbito. A mãe desconsolada, e por encaminhamento do Hospital, vem para a porta da Delegacia de Polícia, com o filho no colo, onde deve aguardar peritos do IML de Iporá, local mais próximo para esse tipo de serviço.

 

Isso, por umas 2 (duas) horas deveria aguardar, segurando seu infante no colo, sem forças, sem esperança, sem lágrimas nos olhos, pois estaria estarrecida. E quem não ficaria petrificado com uma situação semelhante? Os Policiais Civis comovidos com a situação, tão precária, acionam o Conselho Tutelar, o qual foi até o Hospital e solicitou que fosse dada uma atenção àquela criança, que já tivera se transformado em anjo, colocando-o em local até a chegada do IML, o que foi concedido.

 

Estamos diante das mazelas do mundo, onde as pessoas se preocupam apenas com o seu próprio “eu”. Num mundo onde a política é suja, a corrupção se transformou no habitual. Ser honesto e se preocupar com o próximo virou muito cafona nos dias atuais. Será que são esses os valores que devemos deixar para nossos descendentes? Vamos ser a diferença nesse mundo! Ou se conseguirmos ser a diferença na vida de um único alguém, o mundo já será muito melhor!!!”, conta Junqueira.   

                   

O Instituto Médico Legal – IML – de Iporá recolheu o corpo da criança por volta das 10 horas. A Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato. De acordo com o delegado, é possível que a mãe receba o perdão judicial.

Por: Edivaldo do Jornal, com informações da PC de Firminópolis