Depois da realização de exames de praxe, feitos pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária – Agrodefesa -, nos animais que chegam ao Parque de Exposições Agropecuárias de São Luís de Montes Belos, antes do evento, os resultados apontaram para a suspeita de que um cavalo poderia estar contaminado com a doença Mormo.

Em seguida, o material foi encaminhado para um laboratório de Brasília, onde o resultado não foi conclusivo. Uma contraprova está sendo realizada em um laboratório de Pernambuco e, de acordo com uma fonte, o resultado só ficará pronto em 15 dias ou mais. Enquanto isso o animal está isolado dos demais.

Por determinação da Agrodefesa, depois da constatação da suspeita, está proibida a entrada e saída de animais do interior do Parque de Exposições. Nas baias do Parque existem atualmente 28 animais equinos. A preocupação de todos, inclusive dos organizadores, é o quanto o caso poderá prejudicar o evento.

Para o presidente do Sindicato Rural, Omar Prudente, o dano será pequeno porque ele acredita não existe a mínima possibilidade de o animal suspeito estar contaminado com a doença. “O animal está normal e sem nenhuma aparência de doente. Do dia que a suspeita foi levantada até hoje, era para ele estar bem debilitado”, diz o presidente.

Em nome da organização do evento, o advogado Marcelo Borges diz que o caso é lamentável e que pode sim prejudicar o evento, mais por causa dos comentários negativos. “Não tem nada confirmado. São apenas suposições. Não existe exame confirmado ainda”, diz o advogado.

Os fiscais da Agrodefesa, Eli e Marcelo, que estão à frente do caso, foram procurados por esta reportagem, mas ambos estavam para Goiânia, eles estarão em São Luís somente na segunda-feira, dia 5.

Está programada para amanhã, sábado, 3, a tradicional cavalgada. Evento que, em edições anteriores, já reuniu milhares de animais, em sua maioria cavalos. Devido à situação, a saída dos animais para o desfile será do lado de fora do Parque Agropecuário, assim como foi no ano passado.

Você conhece o Mormo?

O Mormo ou Lamparão, como também é conhecida, é uma doença infecto-contagiosa dos equídeos, causada pelo Burkholderia Mallei. Ela manifesta-se por um corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, pneumonia, etc. O grande perigo é que ela pode ser transmitida ao homem e também a outros animais. O Mormo não tem tratamento e exige que o animal seja sacrificado. A doença ataca principalmente os equinos.

Visivelmente, o animal foco da suspeita (foto amarelo), não aparenta nenhum sintoma da doença. Pode ter sido um alarme falso. O que reforça ainda mais a indignação do Sindicato Rural e dos organizadores do evento. “Se a Agrodefesa examinasse os animais com 60 ou 90 dias antes do evento evitaria essa situação, isso porque o exame tem validade de 60 dias”, disse um dos envolvidos na festa.

Por: Edivaldo do Jornal