Após 5 meses de investigação, a Polícia Civil de São Luís de Montes Belos, sob o comando do delegado Victor Avelino, acaba de elucidar um dos crimes mais violentos já ocorridos no município, nos últimos anos. Os autores do assassinato do pedreiro Ielo Pereira Valverde, 58, foram presos recentemente por uma equipe de policiais civis.

O fato aconteceu na madrugada do dia 26 de dezembro do ano passado. Ielo foi assassinado e o corpo dele foi desovado na margem da rodovia que liga São Luís a Aurilândia, nas proximidades do portão do Parque Agropecuário. De acordo com a Polícia Civil, os autores do crime foram Elizeu Ferreira da Silva, 53, e o neto dele Caio Alves de Souza, 22.

A elucidação desse crime emanou trabalho e empenho da Polícia Civil. Segundo o delegado, tudo começou com a suspeita de envolvimento de alguns veículos, de pessoas vizinhas à vítima. Depois de periciados, em um deles, um Mitsubishi Pajero, que pertence a Elizeu, foram encontrados vestígios que levaram o delegado a concluir que ele teria sido utilizado no crime.

Depois que Elizeu recuperou o veículo ele fugiu de São Luís. “Diante disso iniciamos todos os procedimentos investigatórios para descobrir o paradeiro de Elizeu e representamos pela prisão temporária dele. Elizeu foi capturado na cidade de Goiânia e encaminhado para São Luís”, conta Avelino. Em depoimento, Elizeu confessou o crime, porém ele disse que só ajudou o neto, que foi ele o autor do assassinato.

De acordo com o delegado, Elizeu se recusou a entregar o neto. “Ele confessa que auxiliou o Caio a cometer o homicídio, só que ele não quis dizer onde o Caio estava”, diz. Diante disso, as investigações prosseguiram por mais três meses, até que o paradeiro de Caio Alves foi descoberto.

“O Caio estava morando em uma cidade na Bahia chamada Sitio do Mato, a mais de mil km de São Luís de Montes Belos. Fizemos os preparativos e os agentes se dirigiram até essa cidade na Bahia e fizeram a captura do Caio e o trouxeram para São Luís”, frisa o delegado.

No seu depoimento, Caio dá a entender que havia combinado com o avô as duas versões. Ele também jogou para Elizeu a culpa do crime. “O Caio alega praticamente o mesmo que o avô, que quem matou o pedreiro Ielo foi o Elizeu e que ele apenas ajudou a transportar a corpo”, acentua o delegado.

O que todos querem saber, inclusive os familiares da vítima, não ficou bem esclarecido: a motivação do crime. Por que mataram a vítima e por que utilizaram de tamanha violência? Nos depoimentos, os dois assassinos dão justificativas diferentes. Um deles fala que a motivação foi uma discussão e o outro afirma que o motivo foi passional.

Na época, familiares e outras pessoas que conheciam Ielo, afirmaram ele era uma pessoa pacífica e não tinha inimigos. Que ele também gostava de tomar uma cachaça, mas sempre na dele e sem ofender ninguém. Ele morava no Setor Parque Industrial e era casado. Além da esposa, ele deixou uma filha e dois netos.

“Não conseguimos chegar a conclusão a respeito disso ainda, lógico que a função da Polícia Civil é trazer todos os indícios e apresentar isso ao Poder Judiciário e Ministério Público. Durante toda a instrução do processo tudo isso vai ser esclarecido e aí a sociedade vai ter a resposta do real motivo do crime”, destaca Victor Avelino.

Os violentos golpes desferidos contra a vítima na região da cabeça mostraram com clareza os requintes de crueldade utilizados pelos assassinos para tirar a vida do pedreiro. Dá a entender que a intenção deles era mesmo a de tirar a vida da vítima. O crime revoltou e deixou indignados familiares e amigos do pedreiro, que era conhecido como uma pessoa pacata e sem inimigos.

A elucidação do crime trás um alívio para os familiares da vítima, pois todos estavam agoniados querendo saber quem havia cometido esse crime tão brutal. A Polícia Civil trabalhou bem e deu a resposta que a família e toda a sociedade queriam. “Agora vamos esperar que a justiça seja feita. Que os dois assassinos paguem na cadeia pelo crime covarde que eles cometeram”, ressaltou uma parente, que pediu para não ser identificada.

Por: Edivaldo do Jornal