Nesta quarta-feira, 26, por volta das 18 horas, uma rebelião no presídio de Jussara terminou com um saldo de quatro presos mortos, três feridos e 11 fugitivos. Tudo começou no momento que os presos se preparavam para o jantar. A rebelião teve início quando os detentos atearam fogo em colchões e apedrejaram uma viatura que faz escolta de presos.

Informações ainda preliminares dão conta de que um grupo de aproximadamente quarenta presos rendeu os agentes prisionais e invadiu a cela de isolamento onde estava o detento Gláucio Alves Ramos, de 28 anos, que foi agredido violentamente com pauladas, socos e pontapés. Ele morreu no local.

Os 11 presos que conseguiram escapar, saíram por um portão dos fundos que dá acesso à uma horta. Em seguida, a Polícia Militar, com o apoio da Polícia Civil, montou uma grande operação com o objetivo de recapturar os foragidos. No início da noite um dos fugitivos foi recapturado em Jussara. O Corpo de Bombeiros foi acionado e combateu o incêndio que consumia o interior do presídio.

Dos quatro mortos, um foi decapitado e dois foram carbonizados. No início da madrugada, mais dois presos foram recapturados na cidade de Iporá. Edilson Polizel e Diogo Lucio Neres Silva estavam no interior de um Fiat Uno, que foi abordado por policiais militares. A Polícia Militar de Iporá havia sido informada que o condutor desse veículo teria ido à cidade de Jussara com a missão de buscar os fugitivos.

Joaquim Moreira Soares, o condutor do Uno, que tem várias passagens pela polícia, também foi e depois de ser ouvido pela Polícia Civil, e encaminhado junto com os fujões para o presídio de Iporá. Com a prisão desses elementos, oito ainda continuam foragidos. Na fuga eles levaram as armas dos agentes rendidos.

No hospital municipal vários curiosos se aglomeraram em busca de informações sobre os detentos feridos. Com a intervenção da Polícia Militar, o clima no presídio, que fica às margens da Rodovia GO-070, ficou mais calmo. O local abriga atualmente cerca de 100 detentos. O fato inusitado para a população de Jussara, gerou uma grande confusão na divulgação das informações sobre o caso.

Nem mesmo a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), por meio da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap), conseguiram informar corretamente o que havia acontecido. Chegaram a declarar que apenas havia morto. A imprensa da região e grupos nas redes sociais diziam que o saldo era de 10 ou 6 presos mortos.

Esta reportagem buscou junto a fontes na cidade de Jussara que fossem realmente ligadas aos fatos, as informações mais precisas. A Polícia Militar, que registrou o fato, prontamente repassou todas as informações sobre o que de fato aconteceu.

Por: Edivaldo do Jornal / Fotos: Redes sociais / Deo Zambelline