O fato aconteceu neste sábado, 5, por volta das 19 horas, nas imediações da feira coberta de São Luís de Montes Belos. O autor do crime foi identificado por Danillo Borges Ferreira, 25. A vítima é Ezequiel Alves Ferreira, 26. De acordo com uma testemunha, que acionou a Polícia Militar, tudo começou com uma discussão que acabou em uma briga generalizada.

Depois de ser golpeado com uma faca e ferido na região lombar, Ezequiel correu e sangrando muito, caiu na calçada em frente à Maçonaria, na Rua Rio da Prata. Ele recebeu apenas um golpe de faca, mas foi o suficiente para deixa-lo em choque e com um quadro muito grave.

Duas equipes da Polícia Militar, sob o comando do Subtenente Ailton, chegaram atenderam a ocorrência e prenderam ainda em flagrante o autor do crime. Uma equipe do Samu chegou rápido ao local e realizou os primeiros socorros à vítima.

Ezequiel foi levado para o Hospital Municipal, de onde foi encaminhado para Goiânia. Ao chegar no Hugol, ele foi direto para a mesa de cirurgia. Segundo informações obtidas por esta reportagem, ele não corre risco de morrer. Apesar da gravidade, o caso foi registrado pela Polícia Militar como Lesão Corporal. Frustrando quem acreditava ter sido uma Tentativa de Homicídio.

Na instrução do inquérito o delegado Victor Avelino irá decidir por qual crime Danillo será indiciado. Outro detalhe importante: a arma utilizada no crime até o momento não foi encontrada pela polícia. De acordo com uma autoridade, a procura pela arma vai continuar.

Em meio ao atendimento dos profissionais do Samu, uma cena triste e comovente chamou a atenção: Com o semblante de impotência, por não poder fazer nada, a mãe da vítima, a dona de casa Ronalda Alves Ferreira, acompanhou pessoalmente a agonia do filho, que não conversava, mas com os olhos dizia que não queria morrer.

Para moradores e pessoas que frequentam a região diariamente, o fato que aconteceu já era previsto. Isso porque no local um grupo de pessoas se reúne com frequência para a prática do consumo de bebida alcoólica. Confusões e brigas têm sido habituais. “Nós queremos uma ação das autoridades no sentido de tirar esse povo daqui”, disse uma moradora.

A secretária municipal de assistência social, Dí da Matta, tem buscado resolver o problema, mas encontra dificuldades por se tratar de um local público, onde as pessoas têm o direito de ir e vir. As pessoas que frequentam o local para o consumo de bebidas, precisam de ajuda, mas para que essa ajuda possa acontecer, elas têm que aceitar a ajuda. O que não tem sido o caso.

Por: Edivaldo do Jornal