Projeto criado foi criado pelo governo do estado. Comandante de ensino da corporação explica que já existem outras 22 unidades criadas por lei ainda aguardando implantação.

Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovou em segunda e última votação a criação de dez novos Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás (CEPMGs). As novas unidades deverão funcionar em escolas já construídas e que passarão a ser administradas pela corporação em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce).

O projeto de lei foi criado pelo Governo de Goiás e ainda precisa ser sancionado para entrar em vigor. Para este ano, o texto prevê um orçamento de R$ 1,3 milhão para custos com servidores comissionados. Já em 2018 e 2019, o valor chega a 5,4 milhões para cada ano.

Os seguintes municípios serão beneficiados: Alexânia, Cidade Ocidental, Cristalina, Iporá, Padre Bernardo, Pires do Rio, Planaltina, Rio Verde, Rubiataba e Santo Antônio do Descoberto.

Procurada para falar sobre o assunto, a assessoria de imprensa da Seduce disse que não iria falar sobre o assunto até que ocorra a sanção do projeto.

Implantação

Já a PM explicou como deve ser realizada a implantação dos novos colégios. De acordo com o coronel Anésio Barbosa da Cruz Júnior, comandante de ensino da instituição, disse que existem duas formas do projeto funcionar.

“Nós podemos utilizar uma escola padrão nova, ainda não inaugurada ou uma onde já há aulas e que passaríamos a administrar. É importante frisar que antes de tudo, fazemos uma audiência com a comunidade sobre o método de trabalho. Precisamos de 80% da aprovação para pôr tudo em prática”, explicou.

O comandante destacou que, caso a escola já funcione, todos os servidores são incorporados. Caso contrário, cabe à Seduce a contratação de profissionais na área pedagógica. Já para funções administrativas e de apoio, são convidados policiais da reserva remunerada.

Sem previsão

Atualmente, existem 36 colégios militares espalhados por todo o estado, que atendem mais de 45 mil alunos. Goiânia concentra o maior número de unidades (7), seguida por Aparecida de Goiânia (4) e Anápolis (3).

Cruz Júnior salientou que não há uma previsão para quando os dez colégios possam iniciar os trabalhos, principalmente, porque outros já autorizados ainda não saíram do papel.

“Nós já temos autorizadas por lei a implantação de 22 escolas, sendo que algumas datam de 2013. Precisamos criar condições para levar esse projeto a frente para depois poder abrir as unidades liberadas recentemente”, pontua.

Também em São Luís de Montes Belos, no ano de 2016, foi autorizada a implantação de uma unidade de ensino militar. Na época criou-se uma polêmica em torno do assunto porque o local pretendido para instalação do Colégio Militar foi onde funciona o Colégio Presidente Costa e Silva, devido à sua estrutura física. No entanto, a direção do Colégio, alunos e seus pais reagiram contrários à ideia.

Depois de muita conversa em torno do assunto, as autoridades envolvidas no caso, desistiram do Costa e Silva e aceitaram trocar o lugar pelo prédio que abrigava a Subsecretaria de Ensino. O local chegou a ser ampliado, reformado e recebeu às adaptações necessárias para atender às exigências do Projeto encaminhado pela Polícia Militar.

São Luís de Montes Belos vai ou não vai ter o seu Colégio Militar? Com a criação desses dez Colégios Militares, dentre eles um em Iporá, somado à declaração do secretário municipal de educação, professor Erly Kyell, que está em estado adiantado o projeto de concessão do imóvel da antiga Subsecretaria de Ensino para o município, onde ele pretende implantar uma escola infantil, esta pergunta está praticamente respondida.

O prefeito de São Luís de Montes Belos Major Eldecírio, que é oficial de carreira da Polícia Militar, em sua campanha, em 2016, por várias vezes criticou a atuação da ex-prefeita Mércia Tatico em torno do assunto, chegando a dizer que a ex-prefeita queria forçar a instalação do Colégio Militar no Costa e Silva, até o momento não deu nenhuma declaração oficial sobre a situação. Explicar por que ele, junto a outras lideranças locais, não impediu essa perda, uma vez que toda a população queria essa unidade do Colégio Militar.

Esta reportagem procurou o prefeito Major Eldecírio bem com a sua assessoria de imprensa para falar sobre o caso, mas não foram encontrados. O espaço fica aberto.

Fonte: G1 / A Voz do Povo