Casal foi levado para delegacia para prestar depoimento e um terceiro não foi localizado. Ao todo, ação batizada de Sangria visa cumprir 54 mandados em Goiás, no DF e mais dois estados.

Três empresários de Anápolis, cidade localizada a 55km de Goiânia, são alvos da operação da Polícia Civil que apura um desvio de R$ 10 milhões do Banco do Brasil. Dois deles prestaram depoimento e foram liberados. Já um terceiro, que tinha um mandado de prisão expedido contra ele, não foi localizado pelos agentes.

Chamada de “Sangria”, a operação é coordenada pela Polícia Civil do Paraná e visa cumprir 54 mandados judiciais. Além de Goiás e do Paraná, a ação é realizada em cidades de São Paulo e do Distrito Federal.

Proprietários de uma empresa de engenharia, um homem de 46 anos e a mulher dele, de 38, foram levados de Anápolis para a sede da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia, para serem ouvidos. Eles prestaram depoimento das 9h30 às 14h. Em seguida, foram liberados.

O delegado Kleyton Manoel Dias, responsável por ouvir o casal, explicou ao G1 que não fornecerá informações sobre o teor dos depoimentos porque está apenas dando apoio à investigação da PC do Paraná.

Um agente que veio do Paraná para acompanhar as diligências em Goiás informou que ainda não é possível afirmar se esses dois empresários têm participação no esquema.

Além da residência do casal, os agentes também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do empresário que não foi encontrado. Os agentes ainda foram a um escritório em um centro comercial, que seria a sede da empresa do alvo, mas não havia nada no local.

Esquema

grupo é suspeito de simular e criar contas com documentos falsos para a liberação de créditos e financiamentos. De acordo com a polícia, o dinheiro também era desviado para empresas.

As investigações começaram no ano passado, após uma queixa do Banco do Brasil. Além da instituição bancária, o esquema criminoso pode ter lesado empresários.

Por meio de nota, o Banco do Brasil informou que, “após identificar indícios de irregularidades, concluiu investigações da Auditoria Interna que resultaram na demissão por justa causa de um funcionário, em junho de 2016, e na apresentação de notícia crime à polícia”.

O Banco do Brasil também afirmou que seguirá colaborando com as investigações policiais para que todos os fatos sejam esclarecidos.

Os crimes investigados na ação são de peculato, falsificação de documentos públicos e particulares, expedição de duplicatas simuladas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Fonte: G1/Goiás