Nesta segunda-feira, 23, dois vereadores e nove servidores públicos de Inhumas foram afastados de suas funções após pedido na Polícia Civil de Inhumas. Todos estão impedidos de exercer funções públicas por seis meses e de frequentarem a Câmara Municipal.

Suspeitos de cometer fraudes em licitações, os investigados estão impedidos de exercer funções públicas, inclusive do mandato, pelo prazo de 180 dias. As investigações do caso fazem parte da 2ª fase da Operação Assepsia estão sob a responsabilidade do delegado Humberto Teófilo, titular do Distrito Policial de Inhumas.

Foram afastados o Presidente da Câmara Municipal, vereador Gleiton Luiz Roque, conhecido como Tumate (PTB); o vereador Leandro Essado (PMDB); e os funcionários públicos Hugo Mendanha, advogado e assessor jurídico; Wender Aparecido Chaves Osório, advogado; Larissa Pacheco Camilo, diretora geral; Ivolnês de Jesus Oliveira, diretor contábil; Luiz Henrique Canedo Vila Verde, contador; Rodolfo de Moraes Duarte Neto, assessor parlamentar; Murilo Brandão Calil e Beigson Pereira Rodrigues, ambos membros da Comissão de Licitação.

O advogado Hugo Mendanha foi um dos auxiliares mais poderosos da Administração do ex-prefeito Sandoval da Matta, de 2009 a 2012. Ele ocupava o lugar de maior destaque dentro da gestão. Depois do prefeito, era Mendanha quem dava a última palavra. Várias pessoas de São Luís, que conviveram com ele, foram pegas de surpresa com a notícia do envolvimento do nome dele nesse caso.

Os investigados foram proibidos também de frequentarem o escritório de advocacia Hugo Mendanha Advogados Associados, pois, segundo provas, várias pessoas estariam sendo instruídas no local, obstruindo a Justiça. Em caso de descumprimento da ordem judicial, pode ser decretada a prisão preventiva dos envolvidos.

De acordo com o delegado, á fortes indícios da existência de uma organização criminosa na Câmara Municipal de Inhumas, com o intuito de obter vantagens indevidas decorrentes de fraudes em licitações.

Segundo cálculos realizados pela Polícia Civil, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a mais de 300 mil reais em apenas dez meses da gestão do Presidente da Câmara Tumate.

A 1ª fase da Operação Assepsia foi deflagrada no dia 19 de setembro, quando os policiais militares cumpriram diversos mandados de busca e apreensão, dentre eles na Câmara Municipal de Inhumas e na residência do Presidente da Casa.

Fonte: Mais Goiás e Jornal A Voz do Povo