No final da noite do último domingo, 4, por volta de meia noite, acompanhada do marido, Fabiana de Castilho Silva, 34 anos, deu entrada no Hospital Municipal de São Luís de Montes Belos e ficou internada aguardando o momento de dar à luz a mais um filho.

De acordo com uma fonte, por volta de 3 horas da manhã, a paciente, que estava grávida de 39 semanas e um dia, começou a sentir fortes dores dando sinais de que o bebê estaria nascendo.

Também segundo esta fonte, o médico obstetra de plantão, Dr. Édison, foi chamado para atender Fabiana, mas que ao invés de ir pessoalmente ele preferiu orientar a enfermeira que aplicasse um Buscopan na paciente e teria dito que às 7 horas de segunda-feira, 5, iria fazer o seu parto.

“A paciente deu entrada por volta de meia noite, onde foi atendida por um médico plantonista.  Ele a examinou, onde ela estava realmente em trabalho de parto, internou ela e fez as medicações necessárias. Ele ligou para o obstetra de sobre aviso no exato momento que a internou, por volta de 0:40, e pelo motivo que eu não sei, o obstetra não compareceu a unidade no momento em que foi solicitado. Por volta de 6:30 ela estava se queixando de dor, o obstetra foi chamado novamente e disse que já estava a caminho”, conta outra fonte que por motivos óbvios também não será identificada.

De fato, por volta das 7 horas da manhã o médico, como havia prometido, chegou ao hospital e realizou o parto de Fabiana. Só que aí já era tarde demais. A criança estava morta. E a mãe, segundo informações ainda não confirmadas, teria vindo a óbito momentos depois.

A notícia sobre o fato se alastrou pelas redes sociais e causou comoção revolta. Era difícil de acreditar que uma mulher nova e forte e com uma gravidez bem acompanhada viesse a morrer nessas condições. Muito abalado pela perda da esposa e do filho, Alex se limitou a falar com esta reportagem demonstrando a sua indignação com a situação. “Está doendo muito”, disse ele.

Durante a madrugada que antecedeu o fato, o Alex estava inconsolável e sem acreditar no que estava acontecendo, batendo nas paredes ele implorava por socorro e ninguém apareceu para salvar a mãe e a criança.

De acordo com outra fonte, Fabiana teria ido ao Hospital Municipal na sexta-feira, 2, levando consigo o resultado de um ultra-som que apontava que ela estava perdendo líquido. Mesmo assim, ela teria sido medicada e encaminhada de volta para casa.

Os corpos de mãe e filho foram velados por algumas horas numa funerária de São Luís de Montes Belos e em seguida foram levados para uma cidade do interior do Estado de São Paulo, onde residem familiares do casal. Fabiana deixa dois filhos de 15 e 17 anos. O terceiro iria se chamar Anthonny.

Mesmo tendo sido mortes ocorridas em situação anormal, Alex foi convencido a não exigir que os corpos da esposa e do filho fossem encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) para a emissão dos que atestassem a causa das mortes. “O pastor dele disse pra ele que a justiça de Deus é maior”, relata uma amiga da família.

O delegado de polícia, de São Luís de Montes Belos, Victor Avelino, achou muito estranho que tais circunstâncias a família não acionar o IML. Ele está averiguando o que realmente possa ter ocorrido e a Polícia Civil poderá entrar no caso.

Esta reportagem tentou por algumas vezes falar com o médico obstetra Dr. Edson, mas ele preferiu não falar. Assim também aconteceu com o diretor geral do Hospital Municipal Dr. Sandro Mendonça e com a secretária municipal de saúde Nadma Melo. O espaço fica aberto para ambos, caso queiram comentar o assunto.

No dia seguinte, o médico Wagner Wllices, diretor clínico do Hospital Municipal, publicou uma declaração afirmando que a casa da morte de mãe e filho foi ruptura uterina. O esclarecimento não convenceu muito à população e causou inúmeros comentários negativos.

Por: Edivaldo do Jornal / Foto: redes Sociais