Segundo último boletim do Hospital de Queimaduras, apesar do quadro, Beatriz Carneiro de Araújo, 20, está estável e ‘sob rigorosos cuidados’ da UTI; suspeita do crime segue presa.

A estudante de farmácia Beatriz Carneiro de Araújo, de 20 anos, queimada dentro do carro após ser atacada por uma desconhecida, está internada em estado gravíssimo, no Hospital de Queimaduras de Anápolis, a 55 km de Goiânia. Conforme boletim médico divulgado neste sábado (24), apesar do quadro clínico, a jovem está estável e “sob rigorosos cuidados” da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Conforme o hospital, Beatriz já passou por três cirurgias desde que deu entrada na unidade. A última operação ocorreu na última terça-feira (20), quando ela foi submetida a um debridamento cirúrgico, conhecido como raspagem. Antes, ela já passou pelo mesmo procedimento na segunda-feira (19) e no sábado (17).

crime ocorreu no dia 16 de março, após ela sair de casa para comprar pão em São Luís de Montes Belos, a 120 km de Goiânia, onde mora. Segundo o Corpo de Bombeiros, a jovem havia ido comprar pão em um supermercado e, quando voltou para o carro, uma mulher quebrou o vidro da porta com uma marreta, jogou álcool e ateou fogo. A suspeita está presa.

A primeira avaliação logo após o crime constatou que Beatriz teve 45% do corpo queimado. Porém, após uma nova avaliação dos médicos, esse montante caiu para 20%. A médica Lilian Rodrigues da Cunha, diretora clínica da unidade, afirmou ao G1 na última terça-feira que a jovem possuia lesões inalatórias, o que também ajuda a agravar seu quadro.

“Quando o fogo a atingiu, saiu ‘queimando’ por dentro também. Isso causa problemas pulmonares, que também estão sendo tratados”, explica a médica.

Investigação

A suspeita do crime teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia, realizada no dia do crime, quando foi detida em flagrante. Segundo as investigações, ela usou uma marreta para quebrar o vidro, jogou álcool e depois aterou fogo à vítima.

O delegado responsável pelo caso, Victor Avelino, afirmou que não pode adiantar detalhes da sobre o trabalho da polícia. “Não tenho condições de repassar nada ainda sobre esse caso, sob risco de atrapalhar a investigação. Já ouvimos testemunhas e a apuração continua”, disse ao G1.

Indignado, o pai de Beatriz, Carlos Araújo, disse que não consegue entender o que motivou o ataque. Segundo ele, sua filha não conhecia a suspeita.

“Foi do nada. Poderia ter sido com qualquer um. Que eu saiba, a Beatriz não tem rixa com ninguém, é uma menina reservada, nunca teve desavença nenhuma. Estamos todos arrasados. Não conheço essa pessoa, mas vamos acompanhar o caso e queremos justiça”, afirmou.

Fonte: G1/Goiás