Segundo a Polícia Civil, crimes ocorreram por dois anos, na casa em que a adolescente e o homem moravam. Tio-avô nega a denúncia.

Um trabalhador rural de 50 anos foi preso suspeito de abusar sexualmente da sobrinha-neta, de 13 anos, em Aragarças, região sudoeste de Goiás. Segundo a Polícia Civil, os abusos ocorreram por dois anos, na casa da avó da adolescente. O homem nega os crimes.

“Ela disse que não teve coragem de denunciá-lo porque ele a ameaçava, dizia que faria mal, ia bater na mãe dela e nela. Eles moravam na mesma casa e cometia os abusos quando ficavam a sós”, disse ao G1 o delegado responsável pelo caso, Ricardo Galvão.

De acordo com o investigador, o suspeito é tio da mãe da adolescente e morava na mesma casa que a vítima. A estudante afirma que os abusos ocorreram em 2016 e 2017. A adolescente, que atualmente mora em outro local, só teve coragem de denunciar o homem na última segunda-feira (18).

“A menina chegou muito perturbada mentalmente na delegacia, chorando bastante”, relata o delegado.

Investigação

Galvão informou que os depoimentos de parentes corroboram a denúncia da adolescente. “Duas sobrinhas do suspeito disseram que sofreram abusos durante a infância do mesmo parente e não denunciaram por medo, o que é comum nessa situação”, avalia.

O laudo psicológico também indicou trauma. “A psicóloga constatou que ela estava com trauma psicológico provocado, provavelmente, em razão dos abusos, e que deve passar por tratamento para se curar do trauma”, relata Galvão.

Devido às evidências, o delegado pediu ao Poder Judiciário a prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, do suspeito, o que foi acatado. Ele foi preso ao ir à delegacia prestar depoimento.

“Ele soube que a adolescente tinha ido à delegacia e sumiu. Como não sabíamos onde ele estava, fizemos a intimação dele para que prestasse depoimento, momento em que cumprimos o mandado”, explicou.

O homem está detido na unidade prisional de Aragarças. O delegado deve concluir o inquérito em até dez dias e já adiantou que há evidências para indiciá-lo por estupro de vulnerável. Se condenado, pode pegar de 8 a 15 anos de prisão.

Fonte: G1/Goiás