Após receber uma ligação anônima, no início da tarde do último dia 3, dando conta de que havia a suspeita de um desmanche de veículos em uma propriedade na zona rural de Firminópolis, a Polícia Militar, de São Luís de Montes Belos, encaminhou várias equipes policiais até o local para averiguar a procedência da denúncia.

Policiais do CPU, GPT, Patrulha Rural e uma viatura de área de Aurilândia foram empenhados na ocorrência. Ao chegarem ao local, eles se depararam com uma situação inusitada. Quatro veículos, sendo um deles em situação de desmanche, sem as rodas, várias peças, ferramentas, além de inúmeras folhas de cheques em branco e seis preenchidas. Os cheques preenchidos, no valor aproximado de R$ 120 mil, do Banco Santander, agência de Anápolis, estão em nome de Higor Caetano Gonçalves.

O veículo que estava sendo desmontado era uma Mercedes Benz, cor prata, placa de Goiânia, com os sinais de identificação raspados e com queixa de furto/roubo no Detran-GO. Os outros veículos são: um Ford/Pampa, placas de Firminópolis, um Hyundai/HRV, placas de São Luís de Montes Belos, e um HB20, placas de Brasília.

Foram detidos no local, Lucas Cristino Cláudio, 23, Rodrigo Wellington da Silva, de idade não revelada, e Jesus dos Santos Neto, 30. Esse último pertencente a uma família tradicional da cidade de Firminópolis. Ambos foram encaminhados para a realização de exames de praxe e, em seguida, para a delegacia de Polícia Civil de São Luís de Montes Belos, onde de início ficaram à disposição do delegado Victor Avelino.

Em seguida, pelo fato de o local estar na jurisdição de Firminópolis, o delegado Tiago Junqueira, titular da delegacia daquela cidade, assumiu o caso. Segundo ele, em depoimento, Rodrigo Wellington disse que havia comprado o veículo que estava em desmanche como se ele fosse finam, que em seguida ficou sabendo que o veículo era locado e que a locadora havia registrado uma ocorrência de furto do mesmo.

De acordo com Junqueira, Rodrigo relatou que comprou o suposto veículo finam para desmanchar e vender as peças. “Ele ficou de apresentar as procurações para comprovar o que ele disse em depoimento”, conta o delegado, que destacou ainda que os três suspeitos foram liberados sob fiança. Cada um pagou dois salários mínimos e o dono da propriedade pagou cinco salários mínimos. Por enquanto eles foram indiciados por pelo crime de Receptação e vão responder ao Processo em liberdade.

Sobre as folhas de cheques, em branco e preenchidas, Tiago Junqueira disse que Rodrigo afirmou que estava girando numa bancária de um primo dele (Higor Caetano), para comprar carros revisionados, que ele dava os cheques para garantir a dívida.

Para Junqueira, diante do que foi apurado até o momento, a possibilidade de se tratar de uma quadrilha de desmanche de carros é remota. Segundo ele, o único veículo irregular encontrado no local foi o que estava sendo desmanchado. Os outros pertencem legalmente aos demais suspeitos. “Isso não significa que a versão deles seja verdadeira, o caso ainda está sendo investigado”, disse Junqueira.

Depois de liderado, Lucas Cristino falou com esta reportagem e deu a sua versão dos fatos. “O negócio é o seguinte, o amigo do Jesus dos Santos Neto pediu para ele deixar o carro guardado aqui em Firminópolis e o jesus falou para deixar na chácara da mãe dele e ir quando ele quiser. Tanto que o Rodrigo, dono do carro desmontado, deixou todas as peças na chácara. Com essa situação por 1 semana, o Jesus pediu para ele tirar o carro de lá porque iria dar problema pelo fato de o carro estar na propriedade de sua mãe naquela situação, no entanto o Jesus me chamou para ir lá ver, tirar o carro de lá e levar para minha oficina todas as peças do carro. Fui lá com ele. No entanto passou um tempo chegou a equipe da polícia no local, abordaram a gente e fizeram as medidas necessária. Levaram nos 3 no hospital e nos encaminhou para a delegacia. Com isso no outro dia o delegado nos ouviu, pagamos a fiança e hj apresentamos a documentação do veículo que estava sendo desmanchado, procuração, recibo, verdinho, contrato de compra venda e vistoria veicular terceira visão. Estamos aguardando fazer vistoria dos carros que estavam lá e como viu vários cheques no carro do Jesus Neto, vão olhar a procedência dos cheques de nome de terceiro”, disse Lucas. Os demais envolvidos preferiram não falar sobre o assunto.

Todo o material apreendido, inclusive os veículos, continuam sob a tutela da Polícia Civil e fazem parte do inquérito policial. A Polícia Técnico Científica, de Iporá, foi acionada para periciar o local do suposto desmanche. Em até 30 dias os laudos periciais deverão ser emitidos e encaminhados ao delegado.

Participaram desta ocorrência os policiais militares: cabo Acrísio, Ttenente Getúlio e sargentos Mello, Reinaldo, Jefferson (GPT), sargento Salvador e soldado Ferreira (Aurilândia), sargentos Barbosa, Genyslane e Emerson (Patrulha Rural), e o comandante do Policiamento Urbano (CPU), sargento Borba. (Por: Edivaldo do Jornal, com informações e fotos da 20ª CIPM)