Criança teve 80% do corpo queimado, e mulher 58%. Além delas, mais três parentes ficaram feridos em acidente durante acampamento às margens de rio em Montes Claros de Goiás.

Cinco pessoas da mesma família sofreram queimaduras após a explosão de gás em um acampamento às margens do Rio Caiapó, em Montes Claros de Goiás, a 270 km de Goiânia. Duas delas, uma mulher de 56 anos e um menino de 8 anos, estão internadas em estado grave em um hospital da capital e precisam, cada um, de 10 caixas de curativos. Ao todo, eles custam quase R$ 45 mil.

“A gente fica com o coração partido. É muito triste, eles são pobres, não tem condição financeira e a gente fica com medo de ficar sequelas, de não ter condições de cuidar deles. A gente pede que as pessoas nos ajudem”, disse a avó do menino, Maria Rufino Rodrigues.

 

Os feridos foram transferidos na segunda-feira (23), logo após o acidente, do interior para o Pronto Socorro de Queimaduras, em Goiânia. Segundo a família, Arcisia Ferreira de Oliveira, de 56 anos, teve 58% do corpo queimado. Já o menino de 8 anos, que é sobrinho de Arcisia, teve 80% do corpo atingido. Os ferimentos deles são de 2º e 3º graus.

Os curativos que eles precisam não são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A médica que os atendeu afirma em relatórios que o material é importante para os pacientes “devido à natureza e localizações das lesões”.

“Recomendamos o tratamento com placa nanocristalizada para cobertura das lesões, o mais rápido possível, para a prevenção de infecção e risco de complicações das lesões”, escreveu a médica.

 

Segundo a equipe do hospital, cada paciente precisa de 10 caixas do curativo, sendo que cada uma possui 12 placas de 10 por 20 centímetros. A família informou que cada pacote custa R$ 2.238. Assim, os parentes precisam de R$ 44.760 para pagar os remédios.

Além de Arcisia e da criança, estão internados no hospital Genilton Rodrigues de Oliveira, de 35 anos, que teve 32% do corpo queimado; Elias Rodrigues de Oliveira, 32 anos, com 30% de área corporal com ferimentos; e Poliane Rodrigues de Souza, de 30 anos, também com 35% do corpo queimado. Eles estão na enfermaria da unidade e, conforme o relatório médico, não têm previsão de alta.

G1 entrou em contato com o Pronto Socorro de Queimaduras, mas não conseguiu informações sobre os pacientes.

Acidente

O acidente aconteceu por volta das 16h de segunda-feira. De acordo com a família, havia 11 pessoas no acampamento. Cinco estavam na casa no momento da explosão e ficaram queimadas.

Segundo o pedreiro Elias Rodrigues, inicialmente, ele achou que apenas o menino tinha se machucado. A criança é sobrinha da nora de Elias, Poliane.

“Quando eu vi aquela criança naquela situação, eu peguei. Nós fomos obrigados a carregar a criança de moto até a cidadezinha, a uns 8 km”, contou.

 

Logo depois, ele soube que a mulher, os filhos e a nora também se feriram durante a explosão. “Meu cunhado falou chama o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] porque tem mais quatro queimados. Até então, eu não sabia que os meus também estavam queimados. Ver cinco da mesma família naquela situação é muito triste”, lamentou.

Devido à explosão, o acampamento ficou totalmente destruído.

Fonte: G1/Goiás