Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quinta-feira (6/9), os promotores de Justiça Leandro Murata e Paulo Vinícius Parizotto, do Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP), esclareceram os fatos que levaram ao cumprimento de mandado de busca e apreensão na 4ª Delegacia Distrital de Polícia nesta quarta-feira, (5/9).

Segundo apurado, dois policias civis (um homem e uma mulher) estão envolvidos na prática de crime de concussão, por exigirem dinheiro para manipular informações em inquérito policial, visando “aliviar” eventual acusação contra o investigado.

Conforme detalhado pelos promotores, a vítima procurou o Ministério Público relatando que a exigência aconteceu no 4º DP, ironicamente no dia em que foi deflagrada a Operação Arapuca, a qual foi deflagrada pelo GCEAP e pelo Centro de Inteligência (CI) do MP, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil no dia 9 de agosto.

Nesta operação, o MP-GO ofereceu denúncia contra sete policiais civis, dois advogados e uma pessoa que se passava por agente de polícia, todos envolvidos no crime de extorsão, entre outros.

No inquérito, que está sendo conduzido pelo 4º DP, apura-se o crime de estelionato e agiotagem. Assim, a promessa dos investigados era que eles poderiam manipular o inquérito, com a absurda garantia de que, caso o Ministério Público denunciasse ou o Poder Judiciário condenasse o envolvido, eles devolveriam o valor cobrado, que, inicialmente, foi negociado em R$ 30 mil.

Conforme ponderou Parizotto, a tranquilidade como os agentes agiam demonstra a audácia dos investigados. Contudo, graças à denúncia da vítima, foi possível conduzir a investigação. Desse modo, os promotores ressaltaram que, caso alguém tenha sido vítima de situação semelhante a esta, é fundamental procurar o Ministério Público ou a Corregedoria da Polícia Civil para apuração dos fatos. 

(Texto: Cristina Rosa /Assessoria de Comunicação Social do MP-GO – fotos: João Sérgio)