Advogado denuncia que foi agredido e levou choques de PMs em Luziânia

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Segundo o jovem, caso aconteceu após ele ter reclamado de quase ser atropelado por uma viatura. Polícia Militar e OAB informaram que vão apurar o caso.

Um advogado de 24 anos denuncia que foi vítima de agressão, inclusive levando choques, por policiais militares em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o jovem, o caso aconteceu após ele reclamar de quase ter sido atropelado por uma viatura. A Polícia Militar informou que as versões apresentadas pela equipe são divergentes, mas que vai apurar o caso.

De acordo com o jovem, que não quis ter o nome divulgado, ele estava atravessando uma avenida no domingo (27) quando três carros da polícia passaram e um quase o atingiu. “Eu falei: ‘Poxa, vai me atropelar mesmo?’. Mas não falei para ofender alguém. Nessa hora, eles já desceram e começaram a me agredir, jogar spray de pimenta no meu rosto, tudo isso no meio da rua”, contou.

Em seguida, ele relata que foi colocado dentro de um carro da corporação e levado até o batalhão. “Tomei choque, me chamaram de ‘viadinho’, ‘esquerdista’. Eu estava algemado, estava com muita dor nas mãos”, continuou o advogado.

Momentos depois, segundo o rapaz, ele foi levado até a porta do Centro Integrado de Operações Integradas (Ciops) de Luziânia, onde foi novamente agredido com chutes. Em seguida, os militares foram embora, conforme o advogado, sem fazer nenhum registro. Toda situação teria durado cerca de 20 minutos.

“Eu não sei se alguém da delegacia chegou a ver ou não essa agressão, porque eu estava com o olho ardendo muito, aí resolvi não registrar naquele dia. Eu registrei o boletim no dia seguinte [28]”, contou.

Investigação

O delegado Cássius Zamo informou que está analisando o registro feito pelo advogado para definir se caberá à Polícia Civil fazer alguma investigação ou se trata-se exclusivamente de um crime militar, cabendo à Corregedoria da PM investigar o fato. “Conversei com a equipe que estava de plantão e eles informaram que não viram nenhuma ocorrência de agressão no dia”, afirmou.

Um laudo do Instituto Médico Legal apontou que o jovem apresentava escoriações no punho e joelhos, além de um edema.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) informou que instaurou um procedimento interno para investigar o caso. “O advogado teria sido injustificadamente algemado, espancado e levado eletrochoques na cabeça durante uma abordagem de seis agentes públicos”, diz o comunicado da entidade.

Fonte: G1/Goiás.

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