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São Luis de Montes Belos 16 de Outubro de 2019 - Total de Acessos 8775380

Doença do pombo preocupa profissionais do HDT

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Doença do pombo preocupa profissionais do HDT

Doença é causada por fungo presente nas fezes de aves. Em 2018, 61 casos da doença foram confirmados pelo hospital

 

criptococose, conhecida como doença do pombo, tem preocupado os profissionais do Hospital Estadual de Doenças Tropicais dr. Anuar Auad (HDT). A doença, causada pela inalação de poros de um fungo presente nas fezes de pombos urbanos e de morcegos, além de troncos de árvores e frutas secas, levou dois homens à morte em Santos (SP) e, por isso, a unidade de saúde a lançou um alerta.

 

De acordo com a infectologista do HDT, Christiane Kobal, uma vez inalado, o fungo se desenvolve no pulmão. A partir daí, começa a se espalhar por outras partes do corpo. “O fungo se propaga por meio da corrente sanguínea, podendo atingir o sistema nervoso e evoluir para meningite, uma complicação grave da criptococose”, disse a médica.

 

Os principais sintomas da doença são dores de cabeça, febre, vômito, rigidez na nuca, alterações da visão, fraqueza, dor no peito, confusão mental, náusea, falta de ar, formigamento nos braços e nas pernas. Eles variam de acordo com o estado imunológico do paciente e podem ocorrer de dois dias a até 18 meses.

 

No ano passado, 61 casos da doença foram registrados pelo HDT. O primeiro surgiu em Goiás em 2013 e, desde então, 267 pessoas já contraíram a doença.

 

A criptococose é especialmente perigosa para pessoas com o sistema imunológico comprometido. Ela afeta principalmente portadores do vírus HIV/Aids, pacientes com câncer, pessoas em tratamento com corticosteróides e com doenças autoimunes.

Diagnóstico da doença do pombo

 

Christiane ressalta que os sintomas são muito parecidos com o de outras doenças, como como meningites bacterianas e virais, pneumonias, ou infecciosas febris. Por esse motivo, é importante confirmar o diagnóstico o mais rápido possível.

 

“É recomendado que o paciente se dirija ao pronto socorro para que seja confirmado o diagnóstico, e assim, tratado com o medicamento antifúngico. A demora no diagnóstico e tratamento pode levar o paciente ao óbito bem como ocasionar sequelas neurológicas graves”, ressaltou a infectologista.

 

Como evitar

A orientação do Ministério da Saúde para evitar a doença do pombo é evitar contato com as aves e as fezes delas. “É orientado evitar alimentar e abrigar esses tipos de aves. Os locais onde houver o acúmulo de fezes devem ser limpos com água e cloro”, afirma Christiane.

 

O Ministério da Saúde também recomenda a utilização de equipamento de proteção individual, sobre tudo de máscaras, na limpeza de galpões onde há criação de aves ou aglomerado de pombos.

 

Com informações de SES.

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