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São Luis de Montes Belos 25 de Janeiro de 2020 - Total de Acessos 8992861

Funcionários do Correios podem entrar de greve até o final do mês, diz sindicato

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Funcionários do Correios podem entrar de greve até o final do mês, diz sindicato

Segundo o diretor do Sintect-GO, Edimar Ferreira, a greve nos Correios consiste na ignora da empresa diante a decisão do TST em não ter o aumento de 30% para 50% na coparticipação dos servidores no plano de saúde da categoria.

 

Funcionários dos Correios podem entrar de greve até o final do mês. É o que garante o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e suas Concessionárias, Permissionárias, Franqueadas, Coligadas e Subsidiárias no Estado de Goiás (Sintect-GO), Edimar Ferreira, em entrevista a uma rádio na manhã desta terça-feira (14).

 

A paralisação, segundo Edimar, tem como motivação o fato de que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ignorou a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Nela, ficou proibido aumento da coparticipação dos servidores de 30% para 50% sobre o plano de saúde dos funcionários – o Postal Saúde. “O percentual de 30% foi definido no julgamento do dissídio coletivo. Caso o ataque continue vamos paralisar as atividades no dia 30 de janeiro”, destaca o diretor.

 

Ele diz, ainda, que os sindicatos e as federações acreditam que o aumento da coparticipação foi uma estratégia para que os colaboradores saiam do plano de saúde. A situação aconteceu durante o recesso de final de ano do Judiciário.

 

“Atualmente, o plano de saúde é um dos obstáculos para que a estatal seja vendida, mas o maior impeditivo é o fato da Constituição Federal determinar que a manutenção e prestação do serviço postal compete à União”, explica Edimar.

 

O diretor ainda explica que a dívida do plano de saúde ultrapassa os R$ 300 milhões. Além disso, destaca a preocupação com o Programa de Demissão Voluntária (PDV), que foi divulgado em junho do ano passado. Edimar também relembra que o último concurso foi realizado em 2011 e que, desde então, as pessoas que saíram não foram substituídas por outros trabalhadores.

 

“Com isso [valor da dívida do plano], temos poucos profissionais credenciados e no interior a situação é ainda mais precária […] Desde então muitos saíram e esse quadro não foi recomposto. Por isso as correspondências demoram a chegar na casa dos brasileiros. É mais uma estratégia para convencer a opinião pública da suposta necessidade de privatizar”, finaliza.

 

A assessoria do sindicato informou ao Mais Goiás que um dirigente sindical foi a Brasília para articular melhor sobre a greve, o calendário e outras demandas relacionadas ao assunto com outros sindicalistas e federações. Este portal de notícias tenta contato com a assessoria dos Correios e o espaço permanece aberto, caso haja interesse em se manifestar.

 

Fonte: Mais Goiás

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