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São Luis de Montes Belos 17 de Julho de 2019 - Total de Acessos 8561884

Juiz mantém prisão dos cinco detidos em operação da PF que investiga ex-governador de Goiás José Eliton

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Juiz mantém prisão dos cinco detidos em operação da PF que investiga ex-governador de Goiás José Eliton

Durante audiência de custódia magistrado não atendeu pedido do MPF de mantê-los presos por tempo indeterminado, mas grupo ficará detido por prisão temporária já decretada.

 

Os cinco presos durante Operação Decantação 2, que apura suspeitas de pagamento de propina ao ex-governador de Goiás José Eliton, ficarão detidos por mais cinco dias. A decisão é do juiz federal Rafael Ângelo Slomp, que presidiu a audiência de custodia do grupo nesta quinta-feira (28), em Goiânia. Ação da Polícia Federal apreendeu R$ 2,3 milhões que seriam fruto de irregularidades em contratos com a Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago).

 

O advogado do preso Paulo Campos, que representa os presos Luiz Alberto de Oliveira e Gisella Silva de Oliveira Albuquerque, disse à TV Anhanguera, por telefone, que todo o dinheiro encontrado com os clientes – R$ 2,3 milhões – é de origem lícita, declarado no Imposto de Renda e referente à compra de um apartamento. Sobre as armas achadas, ele afirmou que todas são devidamente registradas.

 

Já os advogados Romero Ferraz Filho e Luís Alexandre Rassi, que representam o preso Robson Borges Salazar, informaram, em nota, que “está buscando o restabelecimento da liberdade” do cliente. A defesa considera que a prisão foi desnecessária e que a defesa prévia dele foi feita há quase um ano, mas nunca apreciada.

 

João Carlos Tomás, Tatiana Nolasco, Daniella Campos e Rodrigo Rizzo, que representam a defesa de Carlos Eduardo Pereira da Costa e Nilvane Tomás de Sousa Costa, disseram que só tiveram acesso aos autos depois da audiência de custódia, por isso ainda estão analisando as acusações. Os defensores afirmaram ainda que "por breve análise dos autos a prisão se mostra ilegal, pois carente dos requisitos legais, assim como, tendo em vista a inocência dos acusados".

 

A Saneago informou, em nota, que "a atual gestão da empresa tem priorizado a implantação das melhores práticas de governança, para garantir a lisura em todos os processos da companhia, como a criação da Superintendência de Governança". A Saneago completou que "permanece prestando toda a colaboração necessária às investigações".

 

Na nota enviada pelo advogado de José Eliton, ele informou que o cliente está em Posse, no interior de Goiás, onde participaria de uma audiência como advogado, mas retorna nesta tarde para Goiânia. Conforme o texto, a PF cumpriu mandado de "busca de documentos no apartamento do ex-governador, quando foi apreendido apenas um computador de uso pessoal".

 

Segundo Tito Amaral, "convém enfatizar que os fatos investigados pela operação teriam ocorrido entre 2014 e 2016, período que José Eliton exercia mandato de vice-governador. Não existem fatos ou elementos nesta investigação que coloquem em suspeita a lisura de José Eliton como vice-governador ou governador".

 

Operação Decantação 2

 

A ação da Polícia Federal, além de prender as cinco pessoas, cumpriu oito mandados de busca e apreensão. Eles investigam fraude em licitações e desvio de dinheiro na Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). O ex-governador José Eliton (PSDB) foi alvo de mandados de busca, mas teve pedido de prisão negado.

 

As investigações constaram que três empresas, de um único dono, foram beneficiadas em contratos com a Saneago, mesmo com "impedimentos fiscais e não sendo especialistas na prestação dos serviços demandados, o que indica direcionamento de licitação".

 

De acordo com a Polícia Federal, empresários, dirigentes e agentes públicos são investigados pelos desvios. As buscas foram feitas, conforme a polícia, em endereços de investigados e pessoas ligadas ao ex-governador, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

 

Durante as buscas, os policiais acharam uma mala com cerca de R$ 1,3 milhão e armas na casa de Gisella Silva de Oliveira Albuquerque. Ela é filha de Luiz Alberto de Oliveira, ex-chefe de gabinete do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que renunciou ao cargo para concorrer às eleições de 2017. No carro de Luiz Alberto, os policiais encontraram R$ 1 milhão.

 

Conforme a PF, os envolvidos devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, fraudes em processos licitatórios e lavagem de dinheiro.

 

Conheça os presos na operação:

  • Luiz Alberto de Oliveira- chefe de Gabinete de Gestão da Governadoria até meados de 2017;
  • Gisella Silva de Oliveira Albuquerque- filha de Luiz Alberto;
  • Carlos Eduardo Pereira da Costa- sócio da Sanefer Construções e Empreendimentos;
  • Nilvane Tomás de Sousa Costa- sócio da Sanefer Construções e Empreendimentos;
  • Robson Borges Salazar- ex-diretor de gestão corporativa da Saneago.

Operação Decantação

 

A 1ª fase da Operação Decantação foi realizada em 24 de agosto de 2016. Na época, foram cumpridos 120 mandados judiciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Formosa e Itumbiara, em Goiás, além de São Paulo e Florianópolis (SC). Entre os presos estavam políticos e funcionários do alto escalão da Saneago.

 

Em setembro de 2016, o Ministério Público Federal denunciou 35 pessoas envolvidas nos desvios de verba da companhia. As investigações apuraram que o prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 5,2 milhões, referente ao sobrepreço em contrato de duas obras da Saneago.

 

Empresários, donos de construtoras e servidores da Saneago foram denunciados por crimes como peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em processos licitatórios.

 

De acordo com a denúncia do MPF, a Saneago contratou uma empresa de assessoria, que fazia licitações de forma a direcionar o resultado da seleção para que as vencedoras fossem as empresas participantes da fraude. Em troca, as companhias repassavam dinheiro em forma de propina, pagamento de dívidas de campanhas, repasse para OS e até coquetéis feitos dentro do palácio do governo em nome do órgão.

 

Interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça durante a Operação Decantação, obtidas pela TV Anhanguera, mostram que dívidas de campanhas eleitorais também tinham sido pagas com verba da Saneago.

 

Fonte: G1/Goiás

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