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São Luis de Montes Belos 20 de Novembro de 2019 - Total de Acessos 8852357

Outra aluna cita constrangimento após ter que ficar nua durante revista em colégio militar em Goiás: 'Desconforto'

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Outra aluna cita constrangimento após ter que ficar nua durante revista em colégio militar em Goiás: 'Desconforto'

Estudante disse que teve de tirar todas as peças de roupa e reclamou de ficar pelada na frete de um desconhecido. Comando da PM afastou diretor e dois policiais que atuam na escola.

 

Mais uma aluna falou do constrangimento de ter que ficar nua durante uma revista no Colégio Militar João Augusto Perillo, na cidade de Goiás. A adolescente contou que foi obrigada a tirar toda a roupa e desabafou sobre a situação, ocorrida dentro de um banheiro da escola.

 

"A policial me mandou tirar minha blusa, aí depois pediu pra eu tirar o meu sutiã, pediu pra mim abaixar minha calça e retirar meu tênis. Uma situação de muito desconforto. Ficar pelada na frente de um adulto que você não conhece", disse.

 

A revista aconteceu na sexta-feira (18) e teria ocorrido para verificar se eles estavam com drogas após uma denúncia de que estudantes estariam envolvidos com tráfico.

 

O Comando Geral da PM informou que afastou o diretor e outros dois policiais que trabalham no colégio. Determinou ainda que o caso seja investigado.

 

A aluna que denunciou o caso já havia dito que tinha se sentido "invadida" com a situação.

 

“Tinha uma policial no banheiro feminino e um policial no masculino. A gente tinha que tirar a roupa, abaixar cinco vezes. Eu mesmo sou uma das alunas que não quer ir para a escola pela vergonha que eu passei. Me senti invadida”, disse.

 

Alguns pais estão inconformados com a revista. "Se coloca uma criança, nua, despida, na presença de adulto, sem a presença de pai ou responsável? Isso é violação, é abuso de poder", afirma um deles.

 

OAB repudia

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO) também se posicionou contra a revista. A presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente, Bárbara Cruvinel, disse que a atitude põe em cheque a função do estado de proteger os menores.

 

"O estado quando tem uma conduta evasiva, submetendo as crianças a uma situação vexatória e desrespeitosa como essa, ele passa de garantidor a violador de direitos de criança e adolescente, o que é inadmissível", afirma.

 

Já o juiz Maurício Porfírio Rosa, que trabalhou em casos envolvendo crianças e adolescentes também sustenta que a atitude foi incorreta.

 

"O que nós poderíamos ter ali são outras situações, de observação, de inteligência, de acompanhamento, e não essa violência ética e imoral”, destaca.

 

Fonte: G1/Goiás

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