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São Luis de Montes Belos 14 de Dezembro de 2018 - Total de Acessos 8101495

Por muito pouco advogado, embriagado ao volante, não provoca uma tragédia em São Luís

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Por muito pouco advogado, embriagado ao volante, não provoca uma tragédia em São Luís

O fato aconteceu no final da tarde de sábado, 17. Ao conduzir o VW-Jetta, em alta velocidade, pela Avenida Hermógenes Coelho, quando chegou na rotatória que dá acesso ao Posto Farol, na Vila Serrânea, Willian Silva Vital, 24, por muito pouco não atingiu em cheio uma viatura policial, vários animais e seus cavaleiros.

Naquele momento acontecia uma cavalgada, envolvendo dezenas de animais e muitas pessoas. O veículo, em alta velocidade, foi visualizado pelos policiais da viatura que faziam a segurança do evento. De acordo com testemunhas, o condutor teria perdido o controle da direção do veículo, vindo a desviar-se da rotatória, passando por cima do canteiro central, invadindo a pista dupla de cruzamento e batendo no meio-fio.

De acordo com um policial, o risco foi grande. “Ele passou em alta velocidade muito próximo a frente da viatura em que estávamos, em torno de 1 metro de distância, e também por entre vários animais e cavaleiros”, conta o policial.

“A vida dos policiais e de aproximadamente 70 cavaleiros, que estavam na cavalgada, correu um sério risco. Isso é um absurdo. Falta de conscientização e de atenção ao volante desse motorista”, disse Antonio Gonzaga, que presenciou toda a cena.

Diante da situação, os policiais de imediato abordaram Willian Vital. Segundo um dos agentes, o condutor não portava documentos pessoais e que após uma consulta ao Sistema, constatou-se que ele era habilitado e que o veículo está com IPVA e Licenciamento de 2016 em atraso. Que no momento foi oferecida a ele a oportunidade de usar o bafômetro, mas ele se recusou a fazer o teste.

De acordo com o mesmo agente, Willian Vital estava com os olhos vermelhos e exalando um forte odor etílico quando conversava. Questionado se havia ingerido bebida alcóolica, Willian respondera que sim. “Antes do almoço”, disse ele.

Devido ao estado psicológico, pela situação de choque causada aos participantes da cavalgada e para a própria segurança do autor, ele foi algemado e encaminhado ao Hospital Municipal, para exames de praxe. O médico que o atendeu tentou fazer nele o exame de sangue para comprovar ou não o estado de embriaguez. Mais uma vez ele se recusou a ser avaliado.

Após a confecção do relatório médico, Willian foi conduzido à delegacia de Polícia Civil. Em tese ele teria cometido as seguintes infrações: Conduzir veículo não devidamente licenciado, conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório, exibir manobras perigosas e por se recusar a submeter-se a exame de alcoolemia. Também foi confeccionado um Termo de Constatação de Alcoolemia ou de outra substância psicoativa que determine dependência.

O veículo VW-Jetta, que sofreu algumas avarias, foi recolhido com um guincho ao pátio da 20ª CIA Polícia Militar e será liberado após a sua regularização junto ao Detran e com a autorização judicial.

Segundo o delegado plantonista, Dr. Tiago Junqueira, Willian foi autuado por embriaguez ao volante e direção perigosa, por colocar em risco a vida de pessoas. De acordo com Junqueira, se Willian for condenado, as penas poderão chegar a 4 anos. Ao final, o autor pagou uma fiança no valor de R$ 1.908,00 e irá responder ao processo em liberdade.

Até a publicação desta matéria no Site do Jornal A Voz do Povo o Dr. Willian Silva Vital, que atua como advogado em São Luís de Montes Belos, havia sido procurado por esta reportagem para falar sobre o assunto, mas não tinha sido encontrado.

            No entanto, horas depois, em uma nova tentativa, ele atendeu a uma ligação da reportagem. Apesar de dizer que não iria dar nenhuma versão dos fatos, ele disse disse estar muito chateado com a matéria publicada, pois segundo ele, ela não correspondia a verdade. Ele afirma que se submeteu ao teste do bafômetro na delegacia e que o resultado foi negativo.

“Aquela publicação sua foi um pouco irresponsável. Você declarou no seu jornal que eu estava embriagado. Eu estou respondendo ao processo, eu fui encaminhado aquele dia para a delegacia, lá foi feito o teste do bafômetro e na ocasião foi dado negado”, afirma.

            Procurado novamente por esta reportagem, o delegado Dr. Tiago Junqueira reiterou a informação dada anteriormente. “Foi oportunizado a ele fazer o teste do bafômetro e ele se recusou. Por isso ele foi indiciado por embriaguez ao volante”, disse o delegado.

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