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São Luis de Montes Belos 17 de Fevereiro de 2019 - Total de Acessos 8238964

São Luís: Polícia Civil prende mais um envolvido no assalto à família do Primavera

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São Luís: Polícia Civil prende mais um envolvido no assalto à família do Primavera

Sob o comando do novo delegado de São Luís de Montes Belos, Tiago Junqueira, que já “varrendo” as tranqueiras do tráfico de drogas para a cadeia, a Polícia Civil acaba de prender mais um envolvido no violento e covarde assalto a uma família do Jardim Primavera. Wederson Alves de Souza, de 21 anos, mais conhecido por “Balainho”, foi preso em cumprimento a um mandado judicial.

 

A prisão de Balainho aconteceu na noite de quinta-feira, dia 17. Ele foi preso no estacionamento do Hospital Municipal, quando aguardava para visitar a esposa, que está internada no local, onde deu à luz recentemente a uma menina.

 

De acordo com a Polícia Civil Balainho participou diretamente da ação criminosa, que teve 9 pessoas como vítimas. Segundo a investigação, a iniciativa do crime teria partido de dele, que de acordo com a PC, teria sido ele quem repassou ao bando as informações privilegiadas sobre a rotina da residência assaltada.

 

Balainho também, segundo a PC, teria ficado responsável pela logística do crime (dar fuga aos comparsas bem como levar os objetos subtraídos das vítimas para vender em Goiânia). Balainho foi quem dirigiu o Fiat Strada roubado de uma das vítimas. Quando empreendia fuga o veículo deu defeito e apagou próximo ao lago municipal, momento em que policiais militares acabaram com a festa dos meliantes.

 

Nesse momento estava no carro apenas o Wesley Itamar. Ele foi preso em flagrante e entregue à Polícia Civil. Os demais envolvidos no crime, inclusive duas mulheres, a irmã de Wesley e a esposa de Balainho, estavam afastados do veículo e não foram presos também porque eles não foram vistos pelos policiais militares.

 

Em entrevista a esta reportagem, Balainho se diz muito arrependido. Segundo ele, a sua participação foi somente a de dirigir o veículo e acompanhar os irmão até Goiânia para vender os produtos do roubo.

 

Balainho afirma que não esteve pessoalmente na casa onde o assalto, sob tortura, aconteceu. Que apenas dirigiu o veículo. Questionado sobre o sentimento de saber que a dona da casa assaltada estava com um bebezinho nos braços no momento do assalto e ele agora pai de uma bebê também, ele preferiu o silêncio.

 

A mãe do meliante, que mais passagens pela polícia, mora próximo à casa das vítimas, no mesmo setor. Daí a facilidade de ele ter levantado a rotina da família. Na segunda-feira, dois dias após o crime, fora do flagrante Balainho se apresentou ao delegado e saiu pela porta da frente da delegacia.

 

De imediato o delegado pediu ao Judiciário a prisão preventiva dele. Porém, o juiz negou. Em seguida, com mais elementos, inclusive que os marginais estariam passando na porta da casa das vítimas, um outro pedido de prisão foi deferido pelo magistrado. Agora resta o menor R., de 16 anos, que é irmão de Wesley Itamar. Ele ainda está solto, deixando as vítimas revoltadas.

 

Tiago Junqueira afirma que os detalhes da ação criminosa já estão praticamente esclarecidos. “Graças ao trabalho incansável de investigação por parte da delegacia, sendo que os resultados em breve serão apresentados ao Poder Judiciário para as consequentes responsabilidades", disse ele.

 

Junqueira conclui que as diligências investigativas têm o objetivo de restituir a paz, fomentado pelo sentimento de uma resposta rápida por parte de quem é responsável pela segurança pública.

A Polícia Civil. Ressalta-se que a maior parte dos objetos e dinheiro roubados das vítimas, já foram recuperados pela Polícia Civil.

 

Confira como foi o caso

 

No final da noite de sábado, 13, por volta das 23h30, uma família e algumas visitas, ao todo 9 pessoas, passaram por momentos de terror e pânico provocados por três bandidos armados e violentos. Segundo a dona da residência, que não será identificada nesta reportagem,  ela, o esposo e seu bebê, recém-nascido, estavam em casa com visitas quando todos foram surpreendidos pelos marginais.

 

Ela conta que tudo começou quando um dos marginais chegou na porta da residência, que é de vidro, de arma em punho, apontando para o marido dela e exigindo que ele o deixasse entrar. Sem alternativa, a porta foi aberta, dois elementos entraram e deram início à sessão de violência e tortura.

 

De acordo com a dona da casa, agindo com bastante violência, os bandidos procuravam a todo momento por dinheiro e objetos de valor. “Eles diziam, de início, que iriam pegar o dinheiro das carteiras e celulares das pessoas que estavam no local e que depois iriam embora. Porém, eles também tentaram levar dois carros que estavam na garagem, mas não conseguiram”, conta.

 

“Em seguida eles nos trancaram em um quarto da casa e disseram que nós ficaríamos lá por 20 minutos e depois poderíamos sair. Quando abrimos a porta eles ainda estavam lá. Foi quando um deles pegou o meu marido e tentou obriga-lo a entregar as chaves de um dos veículos, mas ele não entregou”, relata.

 

A dona de casa conta ainda que não satisfeitos com a situação, os bandidos reviraram os quartos em busca de dinheiro e objetos de valor até encontrarem uma quantia em espécie, uma reserva dinheiro que era do sogro e para outros compromissos. Em torno de R$ 9.500,00.

 

Bastante revoltada e traumatizada com a situação, a dona de casa conta que depois de subtraírem vários objetos, entre eles uma TV de 40 polegadas, um laptop, aparelhos de celulares e o dinheiro, os meliantes conseguiram levar também um Fiat Strada, que pertence a uma das visitas.

 

Por volta de 01h40, depois que os bandidos haviam se evadido do local, as vítimas conseguiram acionar a Polícia Militar. Ao ouvir o Copom passando a mensagem, via rádio, às viaturas de área, o Grupo de patrulhamento Tático – GPT – lembrou que na GO-164 havia passado por um veículo com as mesmas características do que foi o relatado pelas vítimas.

 

Momentos depois, na Rodovia GO-060, entre o antigo Laticínios Letbom e o lago municipal, o veículo foi encontrado pelos policiais. O condutor estava colocando água no radiador. Ao ser abordado pelos policiais, Wesley Itamar Pereira de Castro, 19, vulgo “Japão”, um velho conhecido das polícias, viu que a casa havia caído.

 

Durante uma busca no interior do veículo, além da TV, do Laptop e celulares, os policiais encontraram também duas baterias portáteis, dois relógios de pulso, um anel, R$ 11.400,00 em espécie e um simulacro de arma de fogo, tipo pistola. De acordo com as vítimas, Wesley Itamar não sabia que dentro do veículo havia o dinheiro encontrado.

 

Diante da situação e depois de ser reconhecido pelas vítimas, Japão recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil, antes ele passou pelo Hospital Municipal para a realização de exames de praxe.

 

Durante a prisão de Wesley uma cena chamou a atenção de todos que a presenciaram. O bandido disse a todos, de forma irônica, que não ficaria preso porque iria dizer (ao juiz na audiência de custódia) que teria sido agredido pelos policiais. Quem viu ficou perplexo com a sensação de impunidade esboçada pelo meliante. Não deu certo, na audiência o juiz decidiu por manter Japão na cadeia.

 

Além de Japão, um irmão dele, o menor R. P., de apenas 16 anos, e Wederson Alves de Souza, de 21 anos, também participaram da ação criminosa. A Polícia Civil, sob o comando do delegado Tiago Junqueira, está a todo vapor no caso. Na residência dos dois irmãos os policiais encontraram cerca de R$ 3 mil em dinheiro e outros objetos subtraídos no assalto.

 

Em sua página do Facebook, Wesley faz algumas postagens curiosas. “Ingatilhando mirando contra o sistema e atirando rajadas”. “Eerva venenosa eeeerva venenosa levanta a mao pro alto acende o esqueiro fais o baile pega fogo só quem realmente gosta errva venenosa eeeeva venenosa”. Postagens semelhantes à apologia às drogas e a violência.

 

Wesley Itamar, que saiu da prisão recentemente, em outubro de 2018, possui várias passagens por outros crimes, entre eles: artigos 28 e 33 da Lei 11.343/06 (antidrogas), artigo 12 da Lei 10.826/03 (Lei do desarmamento). Ele é um velho conhecido das policiais de São Luís de Montes.

 

Por: Edivaldo do Jornal

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