Bailarina goiana é premiada por contribuição para o desenvolvimento da arte teatral na Rússia

Natural de Goiânia, Amanda Gomes, de 25 anos, atua nos palcos internacionais há mais de dez anos. Ela já foi listada entre os 30 jovens que são exemplo de reinvenção o Brasil, em 2015.

A bailarina goiana Amanda Gomes, de 25 anos, foi premiada como “profissional com enorme contribuição para o desenvolvimento da arte teatral” na Rússia. Encantando os palcos internacionais há 10 anos, ela é a principal artista do ‘Balé e Ópera’ da cidade de Kazan.

Amanda recebeu a premiação na quinta-feira (25), quando é celebrado o Dia do Trabalhador da Área da Cultura na Rússia. O evento é promovido pelo Ministério da Cultura da República do Tartaristão – país membro da federação Russa.

“Foi muito importante. Eu sinto que tudo o que fiz até hoje valeu apena. Isso dá mais ânimo, mais vontade de crescer, de dançar por mais lugares, em vários palcos do mundo inteiro”, explicou Amanda.

O pai da bailarina, Zeuxis Gomes, conta que não vê a filha há quase dois anos, por causa da pandemia. Mesmo de longe, o orgulho pela carreira dela só cresce a cada dia.

“Estava programado para ela vir em 2019, nos 20 anos do Festival Bolshoi, mas, por conta da pandemia, tudo foi cancelado. Mas a gente fica muito feliz por todas as conquistas da Amanda, orgulhosos de ver tudo o que ela já conquistou, não só na Rússia, mas em toda a Europa e em todo o mundo. Dando tanto orgulho para nós goianos e para os brasileiros”, elogiou.

Carreira Internacional

A jovem deixou Goiânia aos 10 anos de idade para se formar na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC). Ela recebeu medalha de ouro no 1º Festival Internacional de Dança de Goiás, em 2012, e logo seguiu carreira internacional por diversos países, como Holanda, Bélgica, França, Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos, Turquia, Itália e vários outros.

Estrelando várias peças, como “A Bela Adormecida”, “Romeo e Julieta”e “O Lago dos Cisnes”, Amanda Gomes também foi destaque na revista Forbes Brasil, em 2015, estando entre os 30 jovens com menos de 30 anos que são exemplo de reinvenção do país.

A bailarina estave entre os indicados, em 2018, para o prêmio internacional Benois de la Danse, realizado em Moscou, na Rússia. A premiação é conhecida popularmente como o “Oscar” do balé, por ser uma das mais importantes e reconhecidas do mundo.

Amanda conta que não foi fácil sair de Goiás para se tornar bailarina profissional, mas que sempre lutou pelas conquistas. Atualmente, mesmo diante de dificuldades por conta da pandemia, ela explica que quer deixar o exemplo de que com persistência é possível alcançar todos os sonhos.

“Apesar dessa situação difícil no mundo inteiro, de grandes e muitas perdas, o que a gente não pode deixar é de refletir, de sonhar e acreditar em um mundo melhor, porque tudo que você sonha pode acontecer. Só é preciso de dedicação, esforço e fé em Deus”, afirma Amanda.

 

 

Fonte: G1/Goiás

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