Bebê é retirado dos pais após sofrer queimadura grave com carvão de narguilé, diz PM

PM teve que conter o casal, que não queria deixar conselheiros entrarem na residência e levarem o filho. Eles foram autuados por desobediência e soltos em seguida, em Jataí.

O Conselho Tutelar de Jataí, no sudoeste de Goiás, resgatou um bebê de 1 ano de vida da casa dos pais após suspeitas de que ele estava sendo vítima de maus-tratos. Após uma denúncia anônima, conselheiros constataram que ele tinha uma queimadura em quase todo o braço direito. Segundo a PM, a marca foi causada por carvão de narguilé.

A equipe de conselheiros precisou chamar a Polícia Militar porque o casal se recusava a entregar a criança. Os pais do neném foram detidos pela corporação, assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados em seguida.

Também de acordo com o Conselho Tutelar, a vítima recebeu curativos no local da queimadura. Depois, o bebê pode ter sido entregue a algum familiar ou levado a um abrigo – a informação está em segredo de Justiça, por isso não pode ser revelada.

Não foi possível localizar os pais do bebê ou a defesa deles para pedir uma posição sobre o ocorrido.

Resgate do bebê

Segundo registro da PM, tudo aconteceu na manhã de segunda-feira (5). A corporação foi chamada para ajudar o Conselho Tutelar a pegar o bebê, mas enfrentou resistência por parte do pai, que tem 24 anos, e da mãe, de 18.

Consta no relato da PM que os pais receberam os policias e conselheiros “com muita falta de respeito”, o que levou os policiais a conterem os dois jovens e levá-los a uma delegacia, onde o caso foi registrado como “desobediência” e ambos foram liberados em seguida.

De acordo com informações do registro policial, a casa em que a família mora estava em más condições de higiene e com odor. Não há detalhes de como o bebê se queimou.

A suposta situação de maus-tratos contra o bebê é registrada pelo Conselho Tutelar na Polícia Civil na manhã desta terça-feira (6). Só depois será possível saber pelo que os pais podem responder ou como as investigações devem se desenrolar.

Fonte: G1/Goiás

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