Bolsonaro convoca protestos para 7 de Setembro e ataca ministro do STF no lançamento de sua candidatura

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Evento do partido contou com a presença de uma série de políticos do Centrão. Presidente subiu ao palco emocionado, ao lado de Michelle

 

Em discurso na convenção nacional do PL, realizada neste domingo, 24, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, para homologar sua candidatura à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro fez ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e conclamou apoiadores a irem às ruas no próximo dia 7 de setembro, mesma data em que, no ano passado, participou de manifestações antidemocráticas que pediam o fechamento a Corte.

Ele ainda citou ações de seu governo, enalteceu lideranças do Centrão e criticou o ex-presidente Lula (PT), seu principal adversário nas pesquisas. O general Walter Braga Netto será o vice, indicando ser a primeira vez um candidato a presidente lançar chapa pura.

A convenção contou com a presença de diversos políticos do Centrão, como o próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Também participam do evento políticos de siglas que devem compor a coligação e auxiliares e ex-assessores presidenciais.

Durante o discurso, que durou uma hora e dez minutos, Bolsonaro sugeriu que participará dos debates na campanha. Além de momentos de pregação religiosa com citações a Deus, o presidente fez falas direcionadas a jovens e mulheres — segmentos onde ele tem a maior rejeição — destacando realizações de seu governo para estes públicos.

No início de sua fala, evitando citar textualmente o STF, Bolsonaro inflamou o público ao dizer que “hoje sabemos o que é” a Corte. Após a frase, o presidente ficou em silêncio enquanto o público vaiava e gritava “Supremo é o povo”. Ao fim do discurso, o presidente citou a Corte de forma mais direta, ao se referir a “surdos de capa preta”.

“Nós não vamos sair do Brasil. Nós somos a maioria, nós temos disposição para luta. Convoco todos vocês agora para que todo mundo, no 7 de setembro, vá as ruas para a última vez. Vamos às ruas pela última vez. Estes poucos surdos de capa preta têm que entender o que é a voz do povo. Tem que entender que quem faz as leis são o Poder Executivo e o Legislativo. Tem que jogar dentro das quatro linhas das constituição”, disse Bolsonaro.

Dentro do script da campanha, Bolsonaro destacou criação do teto do ICMS para combustível e para energia elétrica, a construção de ferrovias comandada pelo então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, pré-candidato ao governo de São Paulo, e a atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na aprovação de pautas do governo. Ele disse ainda que o governo pretende manter R$ 600 para o Auxílio Brasil no próximo ano.

“Lira tem colaborado muito com o nosso governo. Graças ao Lira conseguimos aprovar leis que abaixaram os combustíveis. Se não fosse o Arthur Lira, esse cabra da peste de Alagoas, não teríamos chegado a esse palco”, afirmou Bolsonaro.

Nos momentos finais de sua fala, Bolsonaro fez referências ao Exército e ao “exército do povo”. Após pedir que o público repetisse uma de suas frases, e de ouvir a produção do evento colocar uma vinheta com o som de um tambor ao ritmo de marcha militar, Bolsonaro citou indiretamente as acusações de fraudes no processo eleitoral, veiculadas por ele mesmo e por seus apoiadores sem apresentar quaisquer evidências que as sustentem.

“Nós, militares, juramos dar a vida pela pátria. Todos vocês aqui juraram dar a vida pela sua liberdade. Eu juro dar a vida pela minha liberdade, repitam. Esse é o nosso Exército. O exército do povo. É o Exército que não admite corrupção, não admite fraude. Que quer transparência, que merece respeito. E que vai ter. Esse é o exército que nos orgulha. O exército de 210 milhões de pessoas”, disse o presidente.

Fonte: Jornal Opção

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