Chegada do tempo seco acende alerta para as doenças respiratórias

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Nariz ressecado, entupido, dificuldade ao respirar, sangramento nasal, coriza, perda do paladar e até falta de ar. Esses são alguns dos sintomas que João Paulo Macedo, editor de vídeos de 31 anos, costuma sentir com a chegada do Outono, estação do ano caracterizada pela baixa umidade do ar, em todo o país.

Pessoas comuns costumam sofrer com as consequências do tempo seco, como ressecamento da pele, dos lábios, desidratação, dentre outros. Mas no caso das pessoas que já possuem doenças respiratórias, a situação é ainda pior. João, por exemplo, tem um ‘acervo’ dessas doenças em seu organismo.

O rapaz tem bronquite, rinite e asma. O primeiro diagnóstico foi aos cinco anos de idade, quando começou apresentar os primeiros sintomas da bronquite, que posteriormente acarretou à rinite, devido à sensibilidade extrema na mucosa do nariz. “Qualquer coisinha eu já estou corizando e com o nariz entupido”, comenta João.

Depois de anos sofrendo com as doenças respiratórias, o editor de vídeos aprendeu a conviver com as problemáticas, a partir de tratamentos com remédios receitados por especialistas e até mesmo de remédios naturais feitos à base de hortelã e canela. Mas quando chega essa época do ano, as crises, muitas vezes, são inevitáveis.

João lembra que aos 12 anos de idade, passou por uma crise que quase lhe tirou a vida. “Foi uma crise em decorrência das doenças respiratórias mais uma alergia ao remédio que tomei para amenizar os efeitos”. Na época, o rapaz  precisou ser internado e tomar remédios na veia para dilatar o brônquios, que estavam totalmente fechados, impedindo a sua respiração. “Meus lábios e nariz ficaram inchados e todo o meu rosto ficou estranho”, lembra.

Com a chegada do outono, as preocupações aumentam, principalmente com as queimadas que são comuns nesta época do ano. O rapaz faz um apelo à população: “Eu peço, encarecidamente, que não coloquem fogo em lotes baldios, porque isso faz muito mal para quem tem problemas respiratórios”, apela  o homem, enquanto reafirma que não consegue respirar em situações como esta.

O infectologista Marcelo Daher destaca que é comum que o tempo seco possibilite a incidência de doenças respiratórias e  alerta para os cuidados que a população de forma geral deve tomar durante esse período em que a umidade relativa do ar estiver mais baixa. 

Os cuidados são: manter a hidratação bebendo bastante líquido; evitar atividade física extenuante nos períodos mais quentes do dia, como o horário que fica entre meio-dia e às 16h da tarde, que são considerados mais críticos.

Daher destaca que existem alguns problemas de saúde mais comuns nesta época do ano, como é o caso das doenças gripais, influenza e até mesmo a Covid-19 pode acometer mais pessoas nesse período. O especialista chama atenção ainda para a meningite – caracterizada por um processo inflamatório das meninges, membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal – que também podem ter uma elevação nessa época.

A alergista e imunologista, Raissa Pimentel, acrescenta que a rinite alérgica, asma e a conjuntivite alérgica, são outras doenças comuns desta época. Além disso, essas irritações ocorrem em decorrência dos agentes que ficam mais tempo no ar, como a poeira, poluição e pelos de animais. A médica destaca que o tempo seco, por si só, é um inflamatório para as vias aéreas, principalmente no caso das pessoas que já têm alergias.

Daher salienta que, as atenções precisam ser redobradas nos casos em que a pessoa já sofre com algum desses problemas de saúde, uma vez que uma doença respiratória pode acarretar outras problemáticas para o paciente, como foi o caso do João, que começou com a bronquite e posteriormente teve rinite e asma.

Nesse sentido, a principal orientação para quem tem mais problemas respiratórios, é que sigam as orientações do médico que acompanha o seu caso. “Normalmente essas pessoas que têm doenças crônicas, respiratórias, já têm uma orientação de uso de alguns medicamentos que são feitos mais nessa época mais seca”, comenta. Daher salienta que esses medicamentos ajudam a diminuir os efeitos do clima seco ou das crises que podem ocorrer nesse período do ano.

Vacinação

Com o intuito de prevenir contra essas doenças, o governo de Goiás e demais municípios goianos iniciaram as campanhas de vacinação contra a influenza. Os imunizantes estão disponíveis para idosos, gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com deficiência ou comorbidades, trabalhadores da saúde e da educação, dentre outros grupos prioritários.

Em Goiânia, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disponibilizou o imunizante em todas as 72 salas de vacina do município, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h. Nos finais de semana e feriados, quatro unidades ficam em funcionamento para atender o público no mesmo horário.

A SMS recebeu do Governo Federal 120 mil doses da vacina trivalente, que protege contra os subtipos do vírus da Influenza A, que são o H1N1, H3N2 e o vírus tipo B. 

A dose da Influenza pode ser aplicada ao mesmo tempo que outras vacinas, até mesmo junto da vacina contra a Covid-19. No entanto, a Qdenga, vacina contra a dengue, desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda, precisa de um intervalo de 30 dias. O esquema vacinal é de duas doses, com um intervalo de 30 dias depois da primeira.

Em Aparecida de Goiânia, a vacina contra a gripe está disponível em todos os 38 postos de vacinação da cidade. Para receber a vacina é necessário apresentar documentos pessoais (RG ou Certidão de Nascimento e CPF ou Cartão SUS) e comprovatórios da condição que enquadre a pessoa em algum grupo prioritário (exemplos: laudo médico e carteira de trabalho).

Fonte: O Hoje

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