Com queda nos preços de combustíveis, abril registra deflação de 0,31%, menor índice em 22 anos

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Na contramão, alimentação em casa tem alta de 2,24%. No ano, IPCA avança 0,22%

RIO — Com forte queda no preço dos combustíveis, o país teve deflação de 0,31% em abril, após ter registrado alta de 0,07% em março, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. Mas o IPCA ainda está positivo no ano. Acumula alta de 0,22% nos primeiros quatro meses de 2020 e 2,40% em12 meses. Em abril do ano passado, a variação havia sido de 0,57%.

O maior impacto negativo sobre o IPCA de abril foi o grupo de transportes, que teve queda de 2,66% no mês. O recuo dos preços dos combustíveis foi puxado pela redução de 9,31% na gasolina, que exerceu o maior impacto individual negativo no índice do mês. Na contramão, alimentação em domicílio subiu 2,24%.

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De acordo com o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a gasolina registrou deflação em todas as 16 regiões pesquisadas, sendo a maior em Curitiba (-13,92%) e a menor no Rio de Janeiro (-5,13%). Etanol (-13,51%), óleo diesel (-6,09%) e gás veicular (-0,79%) também apresentaram queda em abril.

Seis dos nove grupos aferidos pelo IBGE tiveram queda neste mês, representando uma queda disseminada.

“O resultado de abril foi muito influenciado pela série de reduções nos preços dos combustíveis, principalmente da gasolina, que caiu bastante e puxou o índice para baixo”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Na quinta-feira, a Petrobras reajustou o preço da gasolina em 12%.

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Alimentação

alimentação em domicílio passou de 1,40% em março para 2,24% em abril. O preço da cebola subiu 34,83%, a batata-inglesa  teve alta de 22,81%. Itens como o feijão-carioca (17,29%) e do leite longa vida (9,59%) também tiveram reajustes. Já as carnes (-2,01%) ficaram mais baratas com queda pelo quarto mês consecutivo.

“Há uma relação da restrição de oferta, natural nos primeiros meses do ano, e do aumento da demanda provocado pela pandemia de Covid-19, com as pessoas indo mais ao mercado, cozinhando mais em casa”, explica Kislanov.

Por outro lado, a alimentação fora de casa, passou de 0,51% em março para 0,76% em abril, pressinada pela alta do lanche (3,07%). A refeição registrou deflação (-0,13%) pelo segundo mês consecutivo. Em março, a queda havia sido de 0,10% .

Fonte: O Globo

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