Empresário acusado de matar motorista de app por ela se recusar a fazer sexo com ele é julgado por júri popular

Julgamento é feito no Fórum de Aparecida de Goiânia. Crime aconteceu em 2019, segundo a polícia, acusado retirou a roupa e tentou estuprar Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos, após matá-la.

O empresário Parsilon Lopes dos Santos acusado de matar a motorista de aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos, por ela se recusar a fazer sexo com ele é julgado por júri popular na manhã desta terça-feira (1º), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. O crime aconteceu em 2019, segundo a polícia, o acusado retirou a roupa e tentou estuprar a mulher após matá-la.

O júri será presidido pelo juiz Leonardo Fleury e está previsto para começar às 8h30, no Fórum da cidade. Na época do crime, o acusado, que se apresentava como empresário de uma dupla sertaneja, confessou a morte e disse que estava arrependido.

A sobrinha da vítima Daniela Kedna Lima disse ao G1 que está sendo um momento de muita dor ter de relembrar tudo que a tia passou. Ela disse ainda que o sentimento de toda a família é de justiça.

“O que nos conforta saber que teremos a justiça dos homens sendo feita hoje. Espero que ele seja condenado e pague por tudo que fez, não só a ela, mas à toda família e amigos. Sei que a condenação dele não vai trazer ela de volta, mas é uma forma de fazer justiça pela memória dela”, disse.

Um grupo de motoristas de aplicativo organiza uma manifestação na porta do Fórum pedindo por justiça no caso. De acordo com a motorista e amiga da vítima Daniela Cássia Morais Ferreira, o grupo pretende fazer um buzinaço na porta do fórum e, além disso, as mulheres estarão vestidas com uma blusa que tem a foto de Vanusa.

O empresário, que está preso desde o dia 21 de janeiro de 2019 após o crime, vai ser julgado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de estupro e vilipêndio de cadáver. A reportagem não conseguiu localizar o contato da defesa dele.

Morte

Conhecido como Camargo, Parsilon aparece em vídeos e fotos enviados por Vanusa a parentes na noite de 18 de janeiro de 2019. Na gravação, ele está com a dupla Zé Luccas e Matheus e outro músico em um bar de Goianésia, a 180 km de Goiânia, após um show dos sertanejos.

Zé Luccas conta que Camargo se apresentava como empresário da dupla, mas ainda não tinham assinado um contrato. Isso deveria ocorrer nos próximos dias naquela época.

De acordo com a investigação, na madrugada de sábado (19) de janeiro, por volta das 4h30, Vanusa deixou os músicos em uma casa no Jardim Guanabara. Na sequência, foi deixar Parsilon em uma chácara onde ele estava trabalhando como serralheiro.

“Na versão dele, ele diz que os dois estavam no carro e achou que tinha pintado um clima entre eles e aí começou a abraçá-la, fazer algumas brincadeiras. Ela negou, disse até que aquela não era a orientação sexual dela”, explicou a delegada Mayana Rezende.

A delegada explicou ainda que, nesse momento, o suspeito decidiu tentar estuprar a mulher. Para fugir dele, Vanusa saiu do carro

“Ele a segurou com força pelo braço. Eles acabaram caindo. Vanusa bateu a cabeça no meio fio e perdeu os sentidos. Depois disso, ele ainda bateu a cabeça da vítima novamente contra o chão”, completou Mayana.

Depois da morte, o suspeito ainda abusou sexualmente da vítima. “Eu tirei a roupa, cheguei a fazer algumas coisas, mas não completei o ato”, disse o empresário.

Fonte:G1/Goiás.

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