Família pede ajuda para pagar tratamento de biólogo que teve 90% dos pulmões comprometidos por causa do coronavírus

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Morador de Rio Verde, Renan Machado ficou mais de um mês internado e teve várias complicações por causa da doença, pois ainda se alimenta por meio de sonda e não recuperou todos os movime

O biólogo Renan Machado, de 28 anos, sofreu várias complicações após ser infectado pelo coronavírus e ter 90% dos pulmões comprometidos. Morador de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, ele ficou mais de um mês internado e precisa continuar o tratamento em casa, mas a família não tem condições de pagar pelas terapias para que ele retome completamente a fala e os movimentos. Por isso, iniciou uma campanha para pedir ajuda.

“Muita gente tem a ilusão de que ele saiu com a plaquinha ‘eu venci a Covid’, mas não foi nada disso. Ele saiu de maca, sem os movimentos dos membros, com traqueostomia e uma sonda gástrica para a alimentação”, conta a irmã, Naiane Machado.

Renan foi diagnosticado com Covid-19 no dia 16 de setembro, quando procurou um hospital devido aos primeiros sintomas e foi medicado. Quatro dias depois, ele precisou ser internado no Hospital Regional de Rio Verde.

“Dia 20, ele teve que internar, estava com mais de 50% dos pulmões comprometidos, foi para a semi- UTI. Um dia depois, ele já estava com 75% de comprometimento. Na manhã seguinte, já estava com 90%. No outro dia, ele foi entubado e entrou em coma induzido. Ficou uns 25 dias na UTI”, relatou.

Após uma semana, segundo a família, os médicos informaram que ele estava com fungo no sistema sanguíneo e uma bactéria hospitalar, o que piorou o quadro de Renan. Naiane conta que pediu nas redes sociais doações de plasma para que o irmão pudesse tentar o tratamento de transfusão. Conforme ela, após o procedimento, o biólogo começou a apresentar melhora.

Tratamento em casa

Um mês após ser internado, em 20 de outubro, Renan pôde sair da UTI. Ele permaneceu por dois dias na semi-UTI, quando a equipe médica decidiu dar alta hospitalar para que o paciente terminasse a recuperação em casa, já que ele estava com a imunidade baixa e suscetível a adquirir outras bactérias no hospital. Foi quando Renan voltou para a residência em que mora com a mulher.

Desde então, a família iniciou uma campanha na internet para conseguir itens que Renan precisava para ser levado para casa, pois o jovem perdeu emprego logo no início da pandemia, os pais vivem da aposentadoria e a mulher precisa cuidar de Renan. Eles já gastaram mais de R$ 15 mil.

Os parentes contam que ganharam materiais hospitalares, como maca, cadeira de rodas e cilindro de oxigênio. No entanto, ainda precisam dos serviços de fisioterapia, fonoaudiologia e outros especialistas para que Renan se recupere totalmente.

“Quando ele retornou do coma induzido, só mexia a cabeça. Aos poucos ele está retornando os movimentos, já mexe as mãos, os antebraços e a perna, mas ainda não consegue levantar. Ele já consegue falar, porém, com muita dificuldade por conta da traqueostomia. Ele precisa de tratamento com especialistas e fisioterapia motora e pulmonar. Tudo isso é muito caro”, detalha a irmã.

Fonte: G1/Goiás.

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