Governo de Goiás cobra investigação para apurar suposta fraude no concurso da PM

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Sead esclarece que os protocolos de segurança foram adotados em todo o processo, inclusive no dia da aplicação do certame

 

Candidatos denunciam que fotos feitas durante a prova do concurso realizado domingo, 10, para a Polícia Militar (PM) foram divulgadas na internet. O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Administração (Sead), informou nesta segunda-feira, 12, que pediu para que o Instituto AOCP, organizador da seleção, apure a situação. Vale lembrar que o uso de celular nos locais da aplicação do certame era proibido. O exame visa preencher mais de 1,5 mil vagas, com salários de até R$ 6,3 mil.

Nas redes sociais do próprio Instituto AOCP, nas publicações referentes ao concurso da PM-GO, internautas apontam suposta “desorganização” para a elaboração do exame, desde a cobrança de boletos até a regularização das inscrições. Concurseiros ainda pediram o cancelamento da prova após o vazamento das imagens. No entanto, o instituto e a Sead não citaram, até o momento, a possibilidade de cancelar o certame.

“A Sead notificou nesta terça-feira, 12, o Instituto AOCP, responsável pela realização do concurso da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), para imediata apuração do vazamento de uma imagem do caderno de provas durante a realização do certame no último domingo, 10. A Sead cobrou a identificação do candidato para aplicação das medidas cabíveis”, diz a nota.

A pasta esclarece que os protocolos de segurança foram adotados em todo o processo, inclusive no dia da aplicação da prova, com uso de detectores de metais, determinação aos candidatos para que guardassem os aparelhos eletrônicos em campo visível e a fiscalização nas dependências em que foram realizadas as provas. “A Sead irá acompanhar o processo de apuração junto ao Instituto AOCP”, informa.

Outro lado

O Instituto AOCP explicou, em nota enviada ao Jornal Opção, que as acusações de fraude ou possível anulação da aplicação da prova objetiva do concurso público não possuem fundamento técnico, jurídico e de nenhuma ordem. “Destacamos que a foto que mais repercutiu nas redes sociais trata-se de uma imagem das folhas de respostas em branco, folha definitiva da prova discursiva e folha de ensalamento. O momento do registro é anterior ao início da prova, e os cadernos de provas ainda não haviam sido entregues, o que deixa claro que não houve nenhuma violação do sigilo das provas, do conteúdo ou algo semelhante que possa comprometer o certame. Inclusive, a candidata que tirou as fotos violou as regras do edital e será eliminada”, frisa.

A empresa destaca que está à disposição da Justiça. “Estamos disponíveis para o esclarecimento de quaisquer dívidas dos candidatos, órgãos públicos e da Justiça, pois o nosso trabalho é transparente e não há razões para deixar de esclarecer qualquer ponto. O Instituo AOCP é uma instituição séria, responsável, comprometida e tem larga experiência na organização de concursos e seleções públicos em todo o território nacional. Esse tipo de acusação é comum em concursos da área de segurança pública das organizadoras”, finaliza o comunicado.

Fonte: Jornal Opção

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