Governo do AM anuncia pagamento do 13º de servidores para retomar economia durante pandemia

Governador do Estado, Wilson Lima, disse que R$ 220 milhões vão ser destinados ao pagamento de 113 mil servidores.

O Governo do Amazonas anunciou, nesta segunda-feira (8), que vai pagar a primeira parcela do 13º salário de servidores públicos, aposentados e pensionistas nos dias 25 de 26 deste mês. O Estado anunciou que essa é uma das medidas do plano de retomada econômica, que visa impulsionar a economia local durante a pandemia de Covid-19.

No dia 1º deste mês, o governo determinou a reabertura de parte do comércio não essencial, que estava fechado para evitar a disseminação do novo coronavírus, que já infectou mais de 49 mil pessoas no estado e causou um colapso no sistema de saúde. Pesquisadores divulgaram uma nota técnica avaliando que a flexibilização da quarentena pode causar um segundo surto da doença.

O governo afirma que a redução nos números da Covid-19 permitiram que o governo já iniciasse a retomada da economia. O governador do estado, Wilson Lima, disse que R$ 220 milhões vão ser destinados ao pagamento de 113 mil servidores.

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva na sede do Governo, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, na manhã desta segunda-feira. Na ocasião, o governo disse, ainda, que irá manter o plano de reabertura do comércio em ciclos. Apesar do alerta feito por cientistas, Lima voltou a dizer que a decisão de reabertura gradual foi uma decisão acertada.

“Até esse momento, essa tem sido a decisão mais acertada. Decisão responsável. Se em algum momento houver uma subida do pico, não teremos dúvidas de voltar atrás na decisão”, disse, acrescentando que está mantida a reabertura do segundo ciclo para o dia 15.

“Quanto à abertura, vamos manter o ciclo. Mas ainda percebo muitas aglomerações. As pessoas precisam fazer a sua parte. As pessoas precisam ter consciência de que quanto mais esforço fizermos, mais rápido vamos vencer essa pandemia”.

Saúde em colapso no Amazonas

Antes da pandemia, o Estado contava com 639 leitos. Com o rápido aumento de doentes, o sistema público entrou em colapso e chegou a operar, em abril, com 96% dos leitos de UTI ocupados. Com o aumento na oferta de leitos e abertura de dois hospitais na capital durante a pandemia – hospital de retaguarda do governo e hospital de campanha da prefeitura -, o sistema de saúde do estado começa a desafogar.

Segundo o governo, a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid, no sábado (6), era 68% e a taxa de UTI não-Covid era de 64%. A redução nos números de Covid-19 e a maior oferta de atendimento na rede pública de saúde foram apontados pelo governo dentre as razões para começar a reabertura do comércio.

Por meio de nota, a Prefeitura de Manaus explicou que, com a reabertura gradual do comércio autorizada pelo governo estadual, o município vai monitorar o comportamento dos próximos dias antes de suspender os enterros em valas comuns, adotados no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, bairro Tarumã, Zona Oeste, por conta do aumento de mortes durante a pandemia.

Fonte: G1

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