Jovem é condenado por lesão corporal após agredir torcedor do Vila Nova em Goiânia

Gabriel Itacarambi teria sido julgado por tentativa de homicídio por atropelar e agredir menor com socos, chutes e golpe de facão. Júri desclassificou tentativa de homicídio por falta de provas, mas cabe recurso.

Um jovem de 24 anos foi condenado por lesão corporal leve após agredir um torcedor do Vila Nova, de 16 anos, em setembro do ano passado, em Goiânia. Segundo o processo, Gabriel Inácio Gonçalves Itacarambi teria sido acusado de tentativa de homicídio por atropelar e agredir o menor com socos, chutes e um golpe de facão. No entanto, após a sessão, o júri desclassificou o crime de tentativa de homicídio por falta de provas e pediu a revogação da prisão preventiva dele. Ainda cabe recurso.

O júri popular aconteceu na manhã desta terça-feira (20) e foi presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri da comarca de Goiânia. Gabriel foi condenado por lesão corporal leve, que é considerado crime de baixo potencial ofensivo, com pena de detenção de 3 meses a 1 ano. No entanto, como ele estava preso preventivamente desde a época do crime, o juiz revogou a prisão.

G1 solicitou, por e-mail enviado às 21h03, um posicionamento para o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e para a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) para verificar se vão recorrer da decisão e aguarda um retorno.

O crime aconteceu no dia 17 de setembro do ano passado, após um jogo do Vila Nova contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Segundo os autos do processo, Gabriel dirigia um carro e estava junto a três amigos, que estavam em motocicletas, perseguindo um ônibus que tinha saído do estádio. Os jovens teriam cercado o veículo e o obrigado a parar.

Quando o ônibus parou, a vítima teria tentado fugir a pé, mas foi atropelada pelo réu. Em seguida, Gabriel teria agredido o jovem com socos e chutes. Por fim, Gabriel teria desferido um golpe de facão na cabeça do adolescente.

Entretanto, durante o julgamento, o júri desclassificou o crime de tentativa de homicídio, após um pedido do Ministério Público, porque não foram encontradas provas suficientes para a condenação do jovem. A defesa, por sua vez, embora tenha pedido a negativa de autoria, acabou concordando com a desclassificação. Um dos argumentos levados em conta é que várias pessoas participaram da agressão, e não apenas o Gabriel. Além disso, a defesa alega que não foi ele quem desferiu o golpe de faca.

Fonte: G1/Goiás.

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