Jovem que foi empurrado de piscina a 6 metros de altura tem hemorragia e precisa ser operado com urgência, diz médico

[post-views]

Luiz Henrique Romano, de 22 anos, está internado em estado grave em UTI de hospital, em Caldas Novas, com múltiplas fraturas pelo corpo. Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio.

O empresário Luiz Henrique Cavalcanti Romano, que foi empurrado de uma piscina a seis metros de altura durante uma festa, teve hemorragia na fratura da mandíbula e engoliu sangue, na noite de domingo (27), segundo o médico Joaquim Guilherme Barbosa de Souza Filho, que o acompanha. O profissional completou que o quadro foi controlado pela equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas ele precisa passar por uma cirurgia com urgência.

Luiz Henrique, de 22 anos, estava em uma festa na véspera de Natal (24) em um condomínio de luxo em Caldas Novas, no sul do estado, quando se envolveu em uma briga com outros convidados e acabou sendo empurrado de uma piscina com “borda infinita”.

A defesa do empresário Sérgio Júnior, de 24 anos, investigado por empurrar Luiz Henrique, disse que ele vai se desculpar moralmente com a família e arcar com as despesas médicas (leia a nota na íntegra ao final).

Um cirurgião dentista especializado em buco-maxilo foi chamado pela família a fim de avaliar se o atual estado de saúde permite que a cirurgia seja realizada na UTI do hospital particular em que ele está internado.

Segundo a família, o empresário fraturou a mandíbula, uma clavícula, oito costelas e uma vértebra na queda. O quadro do jovem é grave.

Investigação

As imagens da câmera de segurança mostram que a discussão começou dentro da casa e foi para a área externa. A gravação registra que o jovem cai na piscina e é agredido por vários rapazes. Quando tenta subir na borda da piscina, Luiz Henrique é empurrado e cai de uma altura aproximada de seis metros.

O delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, Alex Miller Lima, assumiu a apuração do caso como tentativa de homicídio, que antes era tratada como lesão corporal dolosa.

O suspeito de empurrar Luiz Henrique mora em Goiânia e era convidado da festa. Em depoimento à Polícia Civil, Sérgio Júnior disse que não teve intenção de machucar o jovem e tentou separar a briga.

“A Polícia Civil ouviu inúmeras testemunhas do fato, sendo instaurado respectivo inquérito policial para apuração de suposta prática de tentativa de homicídio”, disse o delegado Alex Miller.

Mãe está desesperada

Tem pouco mais de um mês que a mãe da Karina Romano morreu. Ela nem superou a dor e vive o drama de ver o filho que saiu para um festa internado na UTI.

A mãe relata que o filho queria comemorar o Natal em casa. A árvore continua montada e, embaixo dela, estão os presentes que ele fez questão de comprar.

“Não consigo comer, não consigo beber água mais. Não consigo fazer as coisas simples da casa. Eu só fico orando, pedindo pela saúde do meu filho. Só quero pegar meu filho e cuidar dele”, desabafa a mãe, aos prantos.

Segundo Karina Romano, o ato de empurrar o filho da borda da piscina foi uma covardia. No dia em que Luiz Henrique deu entrada na UTI, ela foi visitá-lo e o encontrou desacordado.

“Ele [autor] sabia que a piscina era alta. Ele empurrou meu filho e voltou para averiguar. Todos que estavam na piscina fizeram covardia com meu filho”, afirmou a mãe.

Nota de defesa do suspeito

Em nota, a advogada Maria Laura Portela, procuradora de um dos envolvidos na confusão informou que seu cliente revelou que entrou na briga para defender um amigo e que não sabia que a borda da piscina era tão alta. Que não teve a intenção de matá-lo, tão pouco machucá-lo gravemente. Informou ainda que não é uma pessoa agressiva e que nunca teve a intenção de matar a vítima. Salienta a advogada que trata-se de uma fatalidade e que foi um ato impensado no calor da emoção.

Fonte:G1/Goiás.

PROPAGANDA
[xyz-ips snippet="galeria"]

Compartilhar