Mãe e padrasto são autuados por abandono de menino que sumiu ao ir para a casa da avó e foi achado morto, em Goiânia

Segundo a perícia, alguém segurou a cabeça de Danilo Silva contra a lama até que ele morresse. Delegacia de Homicídios investiga quem cometeu o crime contra a criança, de 7 anos.

A mãe e o padrasto de Danilo de Sousa Silva, de 7 anos, foram responsabilizados pela Polícia Civil pelo desaparecimento da criança e, por isso, autuados pelo crime de abandono de incapaz. Como o menino foi encontrado morto em Goiânia, a partir desta terça-feira (28), a corporação investiga quem o assassinou. A perícia apontou que afogaram o garoto na lama.

A criança sumiu há uma semana ao sair para ir à casa da avó, que mora na mesma rua que ele, no Setor Parque Santa Rita.

“A mãe e o padrasto foram levados para a Central de Flagrantes, na noite do dia 22, e autuados por crime de abandono de incapaz. Então eles já estão respondendo por esse crime. Ficou claro isso que eles foram responsabilizados pelo fato de o Danilo ter sumido”, explica a delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Ana Elisa Gomes.

O corpo dele foi encontrado por bombeiros na segunda-feira (28), em uma mata próxima à residência. No final da manhã desta terça-feira (29), o Instituto de Identificação da Polícia Civil de Goiás confirmou que se tratava de Danilo, por meio das impressões digitais.

Com isso, a investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) sobre o sumiço foi encerrada, e a Delegacia Estadual de Homicídios vai investigar as circunstâncias da morte.

Afogado na lama

A Polícia Técnico-Científica já identificou que a criança morreu afogada na lama do matagal. De acordo com o médico legista Mário Eduardo Cruz, gerente do Instituto Médico Legal (IML) da capital, é pouco provável que a vítima tenha se afogado sozinha e tudo indica que alguém segurou a cabeça da criança contra a lama.

“A causa da morte a gente consegue precisar. Durante a necrópsia, nós encontramos presença de lama tanto na cavidade oral como na traqueia. Isso configura a mudança do meio respirável, então, asfixia por afogamento”, explicou o médico.

Os peritos notaram sinais de violência no corpo da vítima. Eles estimam ainda que o corpo do menino está no local entre sete e dez dias.

Avó do garoto, Maria das Graças falou sobre a esperança que tinha de encontrar o neto vivo e toda a luta que enfrentaram para achá-lo.

“Nunca que esperava que aconteceria uma coisa dessas. Ainda tinha esperanças de que encontrassem ele vivo”, disse.

Fonte: G1/Goiás

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