MP apura a falsificação de registros para vacinar fazendeiros como auxiliar de serviços gerais de hospital

Segundo o promotor de Justiça Marcos Rios, ao menos 20 doses da Coronavac foram desviadas para parentes e amigos de médicos na cidade. Ele pediu ao prefeito que afaste duas servidoras da Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) apura uma suposta falsificação em registros da Secretaria Municipal de Saúde de Ceres, no centro do estado, e de listas com nomes de profissionais enviadas por hospitais da cidade para colocar amigos e familiares de donos de um hospital na fila de vacinação contra a Covid-19. No documento aparecem nomes de fazendeiros que foram colocados como auxiliar de serviços gerais, segundo informou o promotor de Justiça Marcos Rios, nesta terça-feira (6).

Os nomes das pessoas não foram revelados. Por isso, não foi localizar a defesa para se manifestar. A Prefeitura de Ceres disse em nota que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o assunto.

A investigação está em andamento desde fevereiro e o promotor apura a quantidade total de doses que foram desviadas para vacinar essas pessoas de fora do grupo prioritário, que, no momento, são de idosos e de profissionais da saúde.

Segundo o promotor, ao menos 20 doses da Coronavac foram desviadas para parentes e amigos de médicos na cidade. Ele requisitou a lista de todos os vacinados e afirmou que recebeu o documento 10 dias depois.

Durante a investigação, o promotor disse ter recebido outras listas sob alegação de que faltavam nomes de pessoas vacinadas ou que os documentos foram atualizados. Ao checar os nomes, Marcos Rios percebeu que alguns foram tirados e outros entraram no lugar. Por isso, a investigação ainda não foi concluída.

“Vamos ingressar com improbidade administrativa contra o prefeito, a secretária de Saúde e a coordenadora da vigilância epidemiológica porque desviaram a coisa pública em favor de terceiro. Essa vacina, neste momento, vale mais que ouro. É um bem público valiosíssimo”, explicou Rios.

Caso o prefeito não afaste as servidoras suspeitas de desviar as doses, o promotor disse que pretende fazer o pedido na Justiça de Goiás.

Fonte: G1/Goiás

PROPAGANDA

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on email