Mulher é presa por envolvimento em golpe do ‘novo número’, em Goiânia

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Segundo delegado, ela seria titular de uma conta bancária usada para recebimento do dinheiro extorquido da vítima. Investigações apontam que crime era comandado de dentro de presídio em Aparecida de Goiânia.

Uma mulher de 22 anos foi presa suspeita de envolvimento no golpe do WhatsApp clonado, também conhecido como golpe do “Novo Número”, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ela seria titular de uma conta bancária usada para recebimento do dinheiro extorquido das vítimas.

(CORREÇÃO: O G1 errou ao informar que a mulher foi presa suspeita de praticar o golpe do WhatsApp clonado, quando o correto é que as investigações apontam que ela é suspeita do golpe do ‘novo número’. A informação foi corrigida às 14h12).

Como o nome da suspeita não foi divulgado pelas autoridades policiais, o G1 não conseguiu localizar a defesa dela para que se posicione sobre as acusações.

A mulher foi presa na quinta-feira (29). De acordo com o delegado Cássio Arantes, responsável pelas investigações, ela teria recebido em sua conta bancária uma quantia de quase R$ 5 mil, referente ao golpe aplicado em um idoso que mora em Manaus.

“Este golpe, que tem se alastrado pelo país, tem como engenharia social o induzimento da vítima a acreditar que está falando com algum familiar ou conhecido que alega ter trocado o número de telefone para, a partir daí, pedir dinheiro para a vítima”, disse.

Ainda segundo o delegado, as investigações apontam que a mulher participava dos golpes fornecendo as contas bancárias, além de agenciar outras pessoas a emprestar ou vender contas usadas para recebimento do dinheiro. O delegado acredita ainda que o responsável por realizar as ligações e induzir as vítimas a realizarem o deposito ou pagamento de boletos está preso no Centro de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.

“O que se tem percebido é que o mentor deste golpe, visando dificultar sua identificação e a recuperação dos valores, tem se valido de partícipes do crime, os quais aceitam auxiliar na prática criminosa, agenciando terceiros e emprestando ou vendendo contas bancárias para o recebimento dos valores produto do crime”, afirmou o delegado.

G1 solicitou posicionamento à Diretoria de Administração Penitenciária a respeito do crime ser comandado de dentro do CPP e aguarda retorno.

De acordo com a corporação, a mulher foi autuada pelo crime de estelionato e encaminhada para Delegacia de Capturas (DECAP), onde permanece a disposição da Justiça.

Fonte:G1/Goiás.

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