Paciente com suspeita de Covid-19 denuncia que foi assediada por médico durante consulta

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Mulher, de 36 anos, registrou boletim de ocorrência e relatou ter sido ‘apalpada exageradamente’ pelo profissional, que tocou em suas partes íntimas.

Uma mulher de 36 anos denunciou à Polícia Civil que foi assediada sexualmente por um médico durante uma consulta no Centro de Atenção Integrada à Saúde (Cais) Campinas, em Goiânia. Ela relata que procurou atendimento médico por estar com sintomas da Covid-19, mas disse que foi “apalpada exageradamente” pelo profissional, que chegou a tocar em suas partes íntimas.

“Eu não conseguia acreditar que estava passando por aquilo e que um médico teria coragem de fazer aquilo”, relatou a paciente.

 

G1 não conseguiu contato com o médico denunciado pela paciente até a última atualização desta reportagem.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia disse que tem conhecimento do caso e que acompanha a investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), onde corre a investigação. Informou, ainda, que espera o término do inquérito para “tomar medidas cabíveis”.

A paciente procurou ajuda na unidade de saúde no mês passado, mas o caso foi divulgado nesta sexta-feira (4). A mulher, que é casada e tem dois filhos, disse ter esperado três horas pelo atendimento.

“Não entraram em contato comigo em momento nenhum para perguntar o que tinha acontecido, como se aquilo não fosse importante e uma coisa grave”, afirmou.

 

Ao sair da consulta, a mulher pediu ajuda às enfermeiras de plantão e exigiu que fizessem um relatório do que tinha acontecido. Uma enfermeira escreveu à mão que a paciente “alegou ter sido assediada sexualmente durante atendimento médico. Relatou ter sido apalpada de forma exagerada pelo profissional, sendo tocada em suas partes íntimas”.

A delegada Paula Meotti, titular da Deam, diz que foi instaurado um inquérito policial e a vítima foi ouvida, bem como testemunhas e o próprio investigado, mas não detalhou como está a investigação. O relatório deve ser encaminhado em breve ao Judiciário.

Fonte: G1/Goiás

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