Polícia Civil investiga estupro e morte de mulher com deficiência mental, em Alto Paraíso de Goiás

Segundo ocorrência, Oigna Rodrigues da Silva, de 43 anos, foi encontrada caída em casa, com ferimentos nos seios, tórax e partes íntimas. SMS afirma que caso foi tratado como de vítima sexual e que morte ocorreu devido à gravidade das lesões. Grupo de mulheres da região organiza ato por justiça.

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 43 anos encontrada com diversos machucados pelo corpo dentro de sua casa, em Alto Paraíso de Goiás, no nordeste do estado. A principal suspeita é que ela tenha sido estuprada. A vítima foi identificada como Oigna Rodrigues da Silva, portadora de doença mental.

De acordo com a ocorrência da Polícia Civil, Oigna tinha ferimentos nos seios, tórax e nas partes íntimas. Ela foi encontrada por uma funcionária do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município, após ela não comparecer a uma consulta de acompanhamento. A funcionária estranhou a ausência de Oigna e decidiu ir até a casa dela no dia seguinte, quando a encontrou caída no chão e ensanguentada.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi chamado e levou Oigna até o Hospital Gumercindo Barbosa, em Alto Paraíso de Goiás, onde ela foi atendida como vítima de violência sexual, de acordo com a prefeitura. Oigna foi internada na quarta-feira (16), mas teve paradas cardiorrespitórias e faleceu na manhã de quinta-feira (17), segundo registro da PC.

Em nota divulgada pela Prefeitura de Alto Paraíso, a SMS informou que foi adotado todo o protocolo de atendimento para “pacientes graves e vítimas de abuso sexual”. Informou ainda que a paciente faleceu em virtude da gravidade das lesões, as quais foram notificadas aos “serviços de segurança pública” por meio de exames comprovatórios de corpo delito.

G1 entrou em contato com o hospital onde ela estava internada, às 15h20 desta sexta-feira (18), por ligação, mas foi informado que apenas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) poderia passar mais informações sobre o caso.

A reportagem tentou contato com a SMS de Alto Paraíso de Goiás, mas as ligações não foram atendidas até a última atualização desta matéria.

Em nota, o prefeito de Alto Paraíso de Goiás, Martinho Mendes (PR), lamentou o falecimento da moradora e informou que solicitou ao delegado regional uma “atuação severa e investigação rigorosa”.

Ainda segundo o prefeito, as equipes da Secretaria de Assistência Social e do Cras estão abaladas com a perda, pois conviveram por 12 anos com Ogna e sua família durante acompanhamento técnico sistemático.

G1 entrou em contato, por mensagem, às 14h42, com o delegado responsável pelo caso e aguarda retorno.

Ato por justiça

Um grupo de acolhimento e proteção às mulheres na região da Chapada dos Veadeiros, o Moviment.A.colher, organiza um ato na tarde desta sexta-feira, a partir das 17h, pedindo justiça pelo caso. “Nós, mulheres de Alto Paraíso de Goiás, exigimos justiça por Oigna. Não vamos nos calar”, diz um trecho da mensagem.

De acordo com uma das organizadoras, que não quis se identificar, Oigna era conhecida por toda a cidade. Ainda segundo ela, o município tem sofrido com casos recorrentes de tentativas de estupro.

Ainda na nota de pesar divulgada no site da Prefeitura de Alto Paraíso, o prefeito afirmou que repudia “todas as ocorrências de violência física, psicológica e sexual ocorridas no município”.

Fonte: G1

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