Policial Militar suspeito de agredir jovem especial, em Firminópolis, se envolve em nova polêmica, agora em Turvânia

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Em menos de um mês, o policial militar Cabo Murilo, lotado no 43º BPM, de São Luís de Montes Belos, se envolve em duas polêmicas que poderão arranhar a sua ficha na corporação. Na primeira vez ele e o colega Sargento Oliveira protagonizaram uma ocorrência policial que resultou em um jovem de 18 anos, portador de necessidades especiais, afirmando que teria sido espancado por eles e que o Cabo Murilo teria passado com a viatura por cima de uma perna dele.

O caso gerou revolta e indignação na população de Firminópolis de toda a região. A reação de quem ficou sabendo do ocorrido foi a mais diversa. Até um colega de farda, um sargento da reserva, que testemunhou parte do que aconteceu, expressou em um áudio a sua indignação.

Desta vez, na sexta-feira, 29, as 19h33, Cabo Murilo foi flagrado pro câmeras de segurança de um posto de combustíveis, da cidade de Turvânia, agredindo fisicamente um frentista do local. De acordo com as imagens, o policial segue rumo à vítima por mais de uma vez desferindo socos e tapas, mesmo o frentista se esquivando era agredido. Veja toda a dinâmica no vídeo abaixo.

Bastante assustado, o frentista, de 24 anos, disse que ficou com medo do que aconteceu. Ele conta que além das agressões, o policial o ameaçou com uma arma. A vítima disse ainda que está com medo até de sair de casa. Segundo ele, tudo teve início há quatro meses atrás quando os dois se desentenderam ne discutiram no trânsito.

Nas imagens o policial, que não estava de serviço, chega no posto para abastecer a sua motocicleta. O frentista relata que nesse momento ele o chamou para conversar, mas que no final acabou sendo agredido sem nenhuma justificativa.

O vídeo mostra ainda que apesar de ser agredido por várias vezes, o frentista não esboça nenhuma reação. Mesmo diante de várias pessoas ele foi agredido e ninguém intervém para ajudá-lo.

O frentista afirma ainda que a todo momento ele era desafiado pelo policial para avançar nele. Que o Cabo queria que ele fosse para cima dele. Esta reportagem mais uma vez tentou falar com o Cabo Murilo para ouvir dele a sua versão sobre os fatos, mas não conseguiu o contato dele. O espaço fica aberto.

O comandante do 43º Batalhão da Polícia Militar, Tenente Coronel Thiago Messias, se pronunciou. Ele disse ao A Voz do Povo que foi instaurado um PAD – Processo Administrativo Disciplinar para apurar as possíveis irregularidades disciplinares praticadas pelo policial e que foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) em desfavor do mesmo.

O comandante destaca que o seu comando não coaduna com nenhuma ilegalidade ou irregularidade praticada por seus comandados.

Por: Edivaldo do Jornal

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