São Luís: Vereador Joaquim Monteiro e esposa são alvo de denúncia. Eles explicam

Segundo denúncia encaminhada ao Jornal A Voz do Povo pelo publicitário Alexandre de Castro, o vereador Joaquim Monteiro e sua esposa Mariluce Monteiro, coordenadora regional de educação, teriam favorecido um professor considerado inapto em um processo seletivo simplificado, realizado pela Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte ( Seduce), no início do ano de 2019.

De acordo com Alexandre, em um áudio, Joaquim Monteiro afirmou que ele e a esposa haviam dado um “jeito” para contratar o professor de educação física Eduardo Gonçalves Vasconcelos, mesmo sem que o mesmo portasse o diploma. (3- DOS REQUISITOS PARA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA- 3.2.7 possuir a escolaridade exigida para função, comprovada mediante diploma, declaração, certidão, certificado, histórico escolar expedidos por entidades reconhecidas pelo MEC). Alexandre encaminhou ao Jornal A Voz do Povo um áudio do vereador onde ele faz a afirmação.

 

“Sim, o Eduardão é gente fina demais, gosto demais dele, a família toda, né? Ele e o Ricardo, são gente, amigas nossas há muito tempo aqui. E o Eduardo, assim, tava com problema lá, porque teve o processo seletivo e ele não tinha diploma, né?! Aí teve uma dificuldade, mas aí acabou que conseguimos ajeitar aqui, minha esposa conseguiu renovar o contrato dele”, disse Monteiro, no áudio. Ouça abaixo o áudio do vereador Joaquim Monteiro.

Procurado por esta reportagem, o vereador Joaquim Monteiro alega que não cometeu nenhuma irregularidade. Ele conta que apenas atendeu a um pedido do próprio Alexandre, que havia solicitado uma vaga para o professor Eduardo. Em seguida, Monteiro marcou com sua esposa uma entrevista com A Voz do Povo para ela dar mais esclarecimentos sobre o caso.

Mariluce Monteiro afirma que a contratação do professor Eduardo foi dentro da legalidade. Ela relata que obedeceu a todos os parâmetros legais para renovar o contrato dele. Segundo ela, as listas dos classificados e dos candidatos que foram para a reserva, foram todas esgotadas e como não encontrou um nome, ela o contratou. Confira partes da fala dela.

 

“O Eduardo, como todo mundo, tinha direito de fazer o processo seletivo, ele fez processo seletivo, inclusive ele ficou em primeiro lugar. Chamamos ele para apresentar a documentação, porém ele foi considerado inapto, por falta do diploma. Falta o diploma porque ele ainda não terminou o curso de educação física, ele termina agora. Ai ele considerado inapto, seguimos a listagem e chegamos até o cadastro de reserva, no ultimo cadastro de reserva, chamamos até o ultimo da reserva e acabou, esgotou”, disse ela.

Para Mariluce, esgotando o processo seletivo, ela estaria livre do Edital e poderia contratar o professor por outros meios. “Tendo esgotado o processo seletivo, agora eu posso chamar de acordo com certificado, de acordo com a solicitação da escola, de acordo com orientações, estou livre do edital, estou livre do processo seletivo. Foi isso que aconteceu”, conta ela.

Mariluce também ressalta o profissionalismo do professor Eduardo e diz que levou em conta o pedido da direção e de outros profissionais. Para fazer o contrato de outra forma, você sabe que o Antônio Campos foi reordenado né? Se juntou ao São Sebastião e aí a diretora e os professores, como ele é muito bom, o Eduardo é muito bom, ele consegue ter um domínio com os meninos, que você não tem noção. Os meninos daqui foram para o São Sebastião, aí a diretora, professorados, coordenadores, pediram para deixar o Eduardo lá porque só ele dá conta dos meninos. Que ele já dá conta, ele mantém a disciplina, ele é isso, ele é aquilo, ele tem um trabalho e tal, aí essa solicitação também da escola, por causa da competência do Eduardo, bom, e livre do processo seletivo, então estamos liberados pra fazer, de acordo com a Lei, com currículo, porque ele já tem curso de Educação física, excelente profissional e tem excelentes indicações”, justifica.

A coordenadora também destaca a boa índole do professor. “ O Eduardo não tem um arranhão na produção, homem bom, então aí fizemos o contrato e mandamos para Goiânia, a diretoria solicitou, fizemos toda a parte do processo para estar mandando para Goiânia e Goiânia aceitou”, disse Mariluce, que complementa: “Ele fez complementação pedagógica na área da educação física”.

O professor Eduardo também falou com A Voz do Povo e deu a sua versão dos fatos. Segundo ele, não existe irregularidade na sua contratação. “Não estou contrariando o edital do processo seletivo, pois fui contratado através de análise de currículo e experiência na rede. Se você conhece bem o edital aplica somente ao processo seletivo, meu currículo foi analisado aqui e na Seduce, tive uma boa pontuação, por ter muita experiência, inclusive no CEPI ANTONIO CAMPOS, ao qual fui reordenado para o CEPI SÃO SEBASTIÃO, (não sei que jeito foi esse), pois todos que passaram no processo seletivo foram chamados, pois haviam vagas, e ainda ficou em déficit de profissional, então foi aí que aconteceu a análise de currículos e posteriormente minha contratação” disse ele.  

 

Por: Edivaldo do Jornal

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