Sumiço de bancos de praça de Córrego do Ouro deixa prefeito em situação delicada

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Na semana que passou, boa parte dos moradores de Córrego do Ouro ficou assustada quando circulou pela cidade a informação que os bancos da Praça Cordeiro haviam desaparecidos. A primeira suspeita era que os bancos teriam sido furtados. Em seguida surgiu a informação que o próprio prefeito da cidade Murilo Cesar havia emprestado os bancos.

Emprestados ou furtados o fato é que os cerca de 30 bancos que foram instalados na Praça Cordeio pela administração municipal, estavam sumidos há mais de um ano. No final da semana passada a população de Córrego do Ouro foi surpreendida com um carro de som nas ruas anunciando um apelo para que as pessoas que estivessem de posse dos bancos da Praça, os devolvessem.

Na noite de domingo, 24, uma fonte do Jornal A Voz do Povo foi até a Praça Cordeiro para saber quantos bancos já haviam sido devolvidos. 13 bancos foram localizados no local. Ainda restam 17 unidades a serem devolvidas. Há a informação, não oficial, que alguns bancos estão em outras cidades.

Dentre as informações enviadas ao A Voz do Povo dois áudios chamam a atenção. No primeiro um morador afirma que ele pegou um banco e cita nomes de outras pessoas que também estariam em poder de outros. Procurado pela reportagem, o morador confirmou que estava com dois bancos em sua casa e que após ver que o assunto havia virado notícia, ele disse que iria devolver os bancos naquele momento. Ele devolveu minutos depois.

No segundo áudio, outro morador afirma que ele pegou um banco após ser autorizado pelo próprio prefeito. Segundo ele, enquanto não precisasse do banco ele poderia ficar com ele em sua casa. Diante da polêmica ele também resolveu devolver o banco para a praça. A fonte afirma anda que o prefeito teria cedido mais bancos a mais pessoas.

O ato do prefeito de ceder ou emprestar os bancos da Praça para outras pessoas não tem nenhuma ilegalidade desde que ele tenha a autorização da Câmara Municipal, por se tratar de um bem público. Caso contrário ele poderá estar cometendo um crime. Possivelmente o Peculato.

Peculato: O peculato é um crime que ocorre quando um funcionário público se apropria de bens ou recursos públicos para benefício próprio ou de terceiros. Se o prefeito ceder um bem público a alguém sem autorização legal ou de forma irregular, com o objetivo de favorecer essa pessoa ou obter vantagens pessoais, ele pode ser acusado de peculato.

 

Esta reportagem tentou por mais de uma vez ouvir o prefeito Murilo César para ele explicar o que está acontecendo, se ele realmente autorizou as pessoas, inclusive funcionários públicos, a pegarem os bancos da Praça Cordeiro, mas ele não retornou aos nossos contatos. O espaço fica aberto para ele dar a sua versão dos fatos.

O A Voz do Povo também tentou contato com o presidente da Câmara Municipal, mas não logrou êxito. O vereador Adilson Ferreira disse a esta reportagem que não tem nenhum conhecimento se a Câmara Municipal aprovou algum projeto que autoriza o prefeito Murilo César a dar ou emprestar os referidos bancos a alguém. Ele disse ainda que os vereadores querem saber da verdade sobre o que aconteceu.

Esta reportagem obteve a informação, extra oficial, que o caso será encaminhado ao Ministério Público.

Por: Edivaldo do Jornal

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