São Luís de Montes Belos, dia 18 de outubro de 2026

Vereadores de Palmeiras de Goiás cobram presidente da Câmara por reter salários

Sete vereadores de Palmeiras de Goiás entraram na Justiça para que a presidente da Câmara Municipal, Taís Cardoso Lopes, pague os salários de novembro e dezembro, que foram quase totalmente retidos. A ação é da última terça-feira (17) e ocorre após um desconto de mais de R$ 8 mil no subsídio de cada legislador por mês, além de parte do 13º (que foram antecipados), conforme o advogado Guilherme Augusto Martins de Meneses. O juiz José Cássio de Sousa Freitas, inclusive, já determinou o pagamento das diferenças ainda na tarde de quarta-feira (18).

Conforme o advogado, em 21 de novembro, eles tomaram conhecimento de um despacho da presidente da Câmara sobre “o adiamento do pagamento da folha de novembro e dezembro dos vereadores, sob o argumento que foi identificada irregularidade no pagamento de subsídios aos vereadores referente aos anos de 2023 e 2024”.

Para tentar a legalidade da medida, ela abriu prazo para os vereadores se manifestarem, o que foi feito com posição contrária. “Contudo, de forma despótica e desprovida de qualquer embasamento legal, os requeridos procederam o desconto de R$ 8.062,14 nos subsídios de cada um dos requerentes, fazendo constar a seguinte descrição nos respectivos contracheques: Rest. Subsídio – Acórdão TCM, fato este reiterado no mês de dezembro de 2024”. O salário mensal é de R$ 8.406,22 e eles receberam pouco mais de R$ 300 em cada folha.

A defesa alega que inexiste decisão de julgamento das contas no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Eles tentaram reverter a situação, mas a presidente da Casa insistiu que praticou o ato por recomendação do TCM. Segundo Guilherme, “estão em tramitação as contas dela referente ao exercício de 2023, que apontou hipotética irregularidade dos subsídios. Teria gerado diferença de cerca de R$ 150 mil. Ainda não teve o julgamento, mas ela antecipou uma suposta irregularidade, apresentando um projeto para antecipar. É verba salarial, por isso questionamos”.

Fonte: Mais Goiás

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