Nesta segunda-feira (9/5), manifestantes encharcaram o embaixador russo Sergei Andreev, na Polônia. Ele estava na capital polonesa para celebrar o “Dia da Vitória” no cemitério de soldados soviético quando o ocorrido aconteceu. A informação foi dada pela agência de notícias estatal russa RIA Novosti.
Moscou estava homenageando as 27 milhões de vítimas que perderam a vida na Segunda Guerra Mundial. A Polônia, defensora da Ucrânia, em um movimento de resistência à invasão da Rússia, ficou contra qualquer comemoração em grande escala.
Para a Rússia o Dia da Vitória é de grande importância, pois comemora-se a vitória da Rússia sobre a Alemanha nazista em 9 de maio de 1945, exaltando os russos como grandes heróis durante a guerra.
Em um vídeo do protesto postado no Twitter mostram o exato momento do incidente, alguns manifestantes estavam com bandeiras ucranianas, ao lado das delegações russas e vocalizando “fascistas” antes de cobrirem o embaixador russo em uma substância vermelha, confira:
Russian ambassador had a hard time today in Warsaw. People chant into his face: “Fascists!” #StandWithUkraine #StopPutinNOW #ArmUkraineNow pic.twitter.com/erZsfB7MEs
— olexander scherba🇺🇦 (@olex_scherba) May 9, 2022
Via Telegram, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou sobre o incidente e alegou que o Ocidente estabeleceu formas para a reencarnação do fascismo, a demolição de monumentos dos heróis da Segunda Guerra Mundial, profanação de sepulturas e a interrupção da cerimônia comemorativa, provando que os neonazistas mostraram suas faces e são sangrentas.
A frase “Mate Putin” foram escritas em amarelo e azul, encontradas no início do dia em um monumento do cemitério. Em entrevista a TVN24, uma manifestante deixou claro que era bom que o embaixador russo estivesse coberto de vermelho e relatou: Com todo o nosso coração, estamos com Mariupol.”, cidade que foi devastada pela guerra no dia 21 de abril desse ano.
Até o momento, mais de três milhões de ucranianos fugiram para a Polônia desde que a guerra começou. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou suas tropas para Ucrânia em uma “operação militar especial” para desmilitarizar e “desnazificar” o país. Em resposta, a Ucrânia e o Ocidente responderam que Putin lançou uma guerra de agressão não provocada.
Ainda sobre o incidente, um porta- voz do Ministério das Relações Exteriores da Polônia disse que não tinha comentários imediatos sobre o ocorrido. Um porta-voz da polícia foi procurado para opinar sobre o fato, porém, não pôde ser encontrado.
FONTE: Jornal O HOJE.com


