Adolescente desapareceu no último domingo e seu vizinho confessou ter a matado e a enterrado no quintal da casa dele. Enterro contou com homenagens feitas com flores e balões.
O corpo de Luana Marcelo, de 12 anos, foi enterrado no Cemitério Municipal Jardim da Saudade, em Goiânia, na tarde desta sexta-feira (2). Luana desapareceu há cinco dias e foi encontrada na morta e enterrada na casa do ajudante de pedreiro Reidimar Silva Santos, que confessou ter matado a menina.
O sepultamento de Luana contou com diversas homenagens realizada amigos e colegas. Entre elas, homenagens realizadas com flores e balões. Colegas da menina de 12 anos também entregaram uma cesta com cartas aos pais da menina (assista vídeo abaixo). Durante as despedidas, também foi lido um poema em homenagem à menina, que foi escrito pela professora de português Ceylla Furtado.
O velório, que foi acompanhado sob forte comoção de familiares e amigos de Luana, foi iniciado na madrugada desta sexta e se encerrou por volta das 14h40. Emocionado, o comerciante Robson Marcelo, pai de Luana Marcelo, ficou ao lado da esposa durante todo o culto em homenagem à Luana.
“Hoje é a reta final. Vamos de entregar a nossa filha para Deus”, finalizou.
Durante a cerimônia, grupos de cavalaria prestaram homenagens à adolescente. No local, as pessoas que participavam do velório se reuniram em frente a Igreja Batista Madre Germana, no Setor Madre Germana 2, para acompanhar a passagem dos cavaleiros ao som de um berrante e palmas. A Cavalaria da Polícia Militar também realizou uma ação para homenagear a adolescente.
Crime contra Luana Marcelo
A menina de 12 anos desapareceu no domingo, após ir a uma padaria localizada a cerca de 400 metros da casa dela. A diarista Jheiny Hellen, de 31 anos, contou que a filha foi ao estabelecimento com R$ 10. Segundo a mãe, Luana nunca saiu de casa sem avisar e não passava por problemas pessoais ou de saúde.
Vídeos de câmeras de segurança mostram parte do percurso realizado pela menina na ida e na volta do estabelecimento.
A Polícia Civil iniciou a investigação na segunda-feira (28) e o suspeito do caso foi ouvido na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O carro dele foi enviado para o Instituto de Criminalística, na capital, para ser periciado.

Reidimar disse à Polícia Civil que matou a adolescente enforcada e colocou fogo no corpo antes de enterrar a vítima. Um exame de DNA confirmou que o corpo enterrado no local era de Luana.
À polícia, Reidimar ainda contou que utilizou parte de um freezer e de um guarda-roupa para queimar o corpo da menina.
O homem ainda jogou cimento por cima da cova, o que dificultou a descoberta. Ele teria convencido a menina a entrar no carro dele dizendo que devia dinheiro aos pais dela e iria fazer o pagamento. Ao ser preso em sua residência, ele também confessou ter tentado estuprar a menina antes de matá-la e disse não haver motivação para o crime. Um vídeo registrado pela polícia mostra o momento em que Reidimar confessou os crimes à corporação.
Reidimar foi preso em flagrante pela ocultação do cadáver e teve a prisão convertida em preventiva na quarta-feira (30). Ao g1, a Defensoria Pública de Goiás explicou que realizou a audiência de custódia do acusado, pois ele ainda não constituiu defesa.
Segundo a polícia, a casa onde Luana foi encontrada havia alugado esse barracão apenas quatro dias antes do crime, na sexta-feira (25), e que o local ainda não tinha energia elétrica. Na terça-feira, foi realizada uma perícia com luminol para ver se existia vestígio de sangue no local. A partir do exame, foi possível detectar a presença de sangue e sêmen no local.
No entanto, mesmo com o luminol tendo indicado a presença de sangue e do sêmen, os materiais foram encaminhados para o laboratório de biologia forense para que seja possível confirmar o que foi indicado. Segundo a polícia, o laboratório também poderá confirmar a quem pertence os materiais, sendo que o sangue pode ser de um animal, da vítima, do suspeito, ou até de outras pessoas.

Além do crime cometido contra Luana, a delegada que investiga o caso não descarta que o homem tenha cometido crimes contra outras vítimas. Reidimar, que já foi preso pelos crimes de roubo e estupro, agora deve responder por tentativa de estupro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele segue preso na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) já ouviu o depoimento dos pais da vítima e os familiares e vizinhos do suspeito. Nesta quarta-feira, foram ouvidos o dono do imóvel alugado por Reidimar, em que o corpo de Luana foi encontrado, e a dona de uma Lan-House, que forneceu as imagens das câmeras do estabelecimento.
O corpo de Luana ainda estava no Instituto Médico Legal (IML) até às 16h desta quarta-feira, segundo o órgão. Segundo a Polícia Científica, há dez peritos trabalhando no caso. A Polícia Civil aguarda os laudos para concluir a investigação da morte de Luana.
Fonte: G1/Goiás


