Afirmando que sua missão à frente da Caixa Econômica Federal não será fácil e que o desafio de modernizar o banco para ampliar sua atuação na vida da população é “auspicioso”, Maria Rita Serrano, tomou posse na noite desta quinta-feira (12/1) como nova presidente da entidade. Ela é a quarta mulher a estar à frente do banco. Durante a cerimônia, Serrano recebeu uma medalha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um broche em formato de X do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Segundo Serrano, o banco “sobreviveu à política de medo patrocinada pelo último governo”. “Em 2020, quando tramitava processo para privatizar subsidiárias, veio a pandemia. Os empregados atenderam em tempo recorde a maior parte da população brasileira. Oito entre dez adultos”, disse. “Exemplo de resiliência, a Caixa resistiu novamente ao desmantelamento do patrimônio público e a política de assédio e medo. Mas se hoje, o Estado conta com banco público do porte da Caixa é porque empregados, entidades e movimentos organizados empunharam a bandeira da defesa do banco público frente às iniciativas de privatização”, completou.
A nova presidente afirmou também que nasce uma “nova Caixa” com o compromisso de “reconstrução do País”. “Planejar uma nova Caixa para um novo Brasil, requer que pensemos no papel dos bancos na economia. A intermediação financeira deve servir como meio para a economia, para incentivar a produção e a geração de empregos. O papel do Estado neste cenário é central, inclusive na administração da crise, e na supervisão dos mercados financeiros. Para cumprir essa função, a atuação dos bancos públicos é fundamental, e investimentos estatais podem ser fatores de estabilização econômica”, disse Rita.
A presidente prometeu que irá reorganizar o banco para cumprir o gerenciamento de programas governamentais de transferência de renda e do Minha Casa Minha Vida, ampliar parcerias com Estados e municípios em projetos de infraestrutura e avançar em tecnologia para oferecer melhores serviços aos clientes. “A Caixa vai buscar rentabilidade com equilíbrio entre ações comerciais e atendimento à população. A Caixa vai investir em ações culturais. Por fim, vai atuar em temas relacionados às questões sobre sustentabilidade, humanização das relações de trabalho, tão importantes hoje no banco.”
Ele disse estar “convencido” de que a Caixa vai voltar a crescer. “Estou convencido de que a bancarização vai crescer muito, a massa salarial vai aumentar. A gente tem vários compromissos, mas os mais importantes é que a gente vai ter que fazer muito investimento na educação brasileira e no ensino fundamental. Vamos ter que investir muito na saúde, para garantir que pessoas mais pobres vão ter o direito aos especialistas”, acrescentou.

