São Luís de Montes Belos, dia 03 de outubro de 2026

Dono de loja de pneus, filhos e advogada estão entre presos de operação contra suposto desvio de R$ 71 milhões

Ministério Público investiga supostas fraudes em licitações em mais de 140 cidades goianas e de outros estados. Defesa afirma que não há crimes nas atividades e já pediu soltura do grupo.

Dono da Tropical Pneus, Sérgio Carlos Ferreira, dois filhos e uma advogada do grupo estão entre os sete presos suspeitos de participar de esquema que pode ter desviado R$ 71 milhões por meio de fraudes em licitações de órgãos públicos em municípios de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Bahia. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) apurou que há indícios de que as atividades irregulares existam há cerca de 20 anos.

As investigações apontaram que o grupo criou várias empresas com características de pequenos negócios para pagar menos impostos e participar de licitações em pequenas cidades, mas que contavam com a estrutura de uma grande revendedora, o que lhes dava vantagem.

Foram presos:

  • Sérgio Carlos Ferreira (dono da Torpical Pneus, pai de Sérgio Filho e Raphael)
  • Sérgio Carlos Ferreira Filho (empresário)
  • Raphael Xavier Ferreira (empresário)
  • Clodoaldo José Barbosa (empresário)
  • Paulo Augusto Monteiro (contador)
  • Lisa Fabiana Barros Ferreira (advogada da empresa)
  • Wener Miranda da Silva (representante comercial autônomo)

 

Os seis primeiros são representados pelo advogado Romero Ferraz Filho. Por meio de sua assessoria, o defensor informou que “não há crime no planejamento sucessório, instrumento jurídico que prevê, inclusive, a criação de empresas” e que, portanto, “não há nada que justifique as prisões, as quais se tenta a revogação antes mesmo da audiência de custódia”.

Já o advogado de Wener, Rogério Pereira Leal, explicou que o cliente se declara inocente. A defesa considera a prisão preventiva desnecessária porque os investigados têm endereços fixos, bons antecedentes e poderiam ter sido chamados para prestar esclarecimentos sem precisarem ser detidos.

Segundo o MP, as apurações indicam que o empresário Sérgio Ferreira encabeçava os esquemas. O grupo foi preso na terça-feira (26), mas segue detido e tem audiência de custódia marcada para esta quarta-feira (27).

Compartilhar