Filho que filmou sessões de tortura contra o próprio pai postou vídeos das agressões nas redes sociais, diz a polícia

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Crime foi descoberto após pessoas denunciarem à Assistência Social que viram os vídeos em uma rede sociais do suspeito. A Polícia Civil prendeu o filho e a vítima foi levada ao hospital.

O homem de 42 anos, preso suspeito de filmar sessões de tortura contra o pai, um idoso de 69 anos, compartilhou os vídeos nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil (PC), o crime foi descoberto após pessoas denunciarem à Assistência Social que viram os vídeos nos “status” do WhatsApp do suspeito.

O nome do suspeito não foi divulgado e, por isso, o g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta matéria. O idoso foi internado no Hospital Municipal de Valparaíso de Goiás, porém o nome dele também foi divulgado, o que impediu de verificar o estado de saúde do paciente.

A vítima foi resgatada na quinta-feira (5) em um depósito de peças automotivas. No mesmo dia, o filho foi preso, dois dias após os vídeos terem sido compartilhados no WhatsApp.

Em nota, o WhatsApp informou que, como detalhado nos Termos de Serviço e na Política de Privacidade, o aplicativo não permite o uso para fins ilícitos ou incitação de crimes. Em casos de violação, a plataforma disse que “toma medidas em relação às contas, como desativá-las ou suspendê-las”. (Veja no fim da reportagem a nota completa e como denunciar estes casos no app).

A polícia afirma ainda que os vídeos foram postados em outras redes sociais, mas sem os dados efetivos do suspeito. Eles mostram dois momentos: em um deles o idoso deitado gritando de dor e, em outro, ele está sentado em uma cadeira, sem roupa, e sem conseguir sequer conversar.

O resgate do idoso foi realizado na Operação Jogos Mortais, que contou com apoio da Polícia Militar (PM) e da Assistência Social. As equipes encontraram a vítima em situação degradante, com falta de ar, hematomas, com urina e fezes no seu corpo e deitado em uma cama em um depósito.

No local, os policiais encontraram sangue da vítima no chão. No pescoço, marcas indicavam esganadura. Além disso, a polícia detalhou que havia uma corda na parede, que funcionava como “coleira” para manter a vítima ereta, sem roupas e presa em um colar cervical manchado de sangue.

Prisão

Na casa, só estavam o autor e a vítima, mas os cartões e documentos do idoso estavam com o autor, segundo a polícia. O autor foi levado para delegacia e as versões ditas em interrogatório não eram compatíveis com a situação da vítima e do local onde ela foi resgatada, conforme detalhou a PC.

“Os atos praticados demonstram que o autor lentamente desejava a morte de seu genitor, torturando-o e filmando-o, além de se apropriar de seus bens e rendimentos, mostraram a procedência da informação e materializaram a situação flagrancial”, disse a polícia, em nota à imprensa.

Nota WhatsApp

Como informado nos Termos de Serviço e na Política de Privacidade do aplicativo, o WhatsApp não permite o uso do seu serviço para fins ilícitos ou mesmo que incite crimes violentos, a exploração de crianças ou outras pessoas, a ação de colocá-las em perigo, ou a coordenação de danos reais. Nos casos de violação destes termos, o WhatsApp toma medidas em relação às contas como desativá-las ou suspendê-las.

O aplicativo encoraja que as pessoas denunciem conteúdos problemáticos, inadequados ou que acreditem que viole nossas políticas.

Para denunciar uma atualização de Status:

  • Toque na atualização de status e, em seguida, em Mais > Denunciar.

  • Toque em Denunciar e bloquear ou Denunciar.

Se você optar por denunciar e bloquear, a atualização de status será denunciada e o contato bloqueado.

Para cooperar com investigações criminais, o aplicativo pode também fornecer dados disponíveis em resposta às solicitações de autoridades públicas e em conformidade com a legislação aplicável.

 

Fonte: G1/Goiás

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