São Luís de Montes Belos, dia 03 de outubro de 2026

Médica que pagou R$ 8 mil por duas águas no Rio de Janeiro deve ser ressarcida pelo banco, decide Justiça

Duas garrafas de água mineral custaram, na verdade, R$ 15 em um quiosque de Copacabana. Ela pagou a fatura do cartão do crédito, mas ingressou na Justiça e recebeu o valor de volta nesta semana.

Uma médica de Anápolis, a 55km de Goiânia, pagou R$ 8 mil por duas garrafas de águas em um quiosque de Copacabana, no Rio de Janeiro, durante o reveillón de 2019. As águas custaram, na verdade, R$ 15, mas o banco cobrou o valor errado.

Ela pagou a fatura do cartão do crédito, mas ingressou na Justiça e recebeu o valor de volta nesta semana, segundo o advogado dela João Victor Duarte Salgado. O processo já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso ao banco.

Além de receber o ressarcimento de R$ 7.985,00, tirando os R$ 15 das águas, ela recebeu indenização por dano moral de R$ 3 mil.

O advogado explicou que o valor de R$ 15 foi cobrado corretamente na máquina de cartão. Porém, depois foram feitos dois lançamentos na fatura dela: de R$ 5 mil e R$ 3 mil.

A juíza Luciana de Araújo Camapum Ribeiro, que deu a primeira sentença favorável à médica, em junho deste ano, disse nos autos que “que os valores apontados não condizem com o perfil de compras realizadas pela reclamante” e verificou “ainda que os apontamentos fraudulentos ocorreram em domicílio diverso da autora”.

Ainda no Rio de Janeiro, a médica procurou o banco para tentar cancelar a compra, mas não conseguiu e teve o cartão bloqueado durante a viagem.

De volta a Anápolis, ela procurou um órgão de defesa do consumidor para registrar queixa e ingressou com a ação no Judiciário, em 2019.

O banco recorreu, alegando que o cartão possui chip e, por isso, não houve falha no processamento da compra. Mas uma turma de desembargadores julgou o recurso em setembro deste ano decidiu que a médica deveria ser ressarcida e indenizada.

Fonte: G1/Goiás

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