A Polícia Civil começa a ouvir nesta segunda-feira (25) testemunhas do caso em que a aluna Maria Eduarda Vieira Gomes, de 16 anos, bateu a cabeça durante uma aula de ginástica, em um colégio de Aparecida de Goiânia. A menina segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de hospital em Goiânia.
Segundo o último boletim divulgado pelo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), a paciente continua em estado grave, na UTI, sedada e intubada.
A delegada responsável pelo caso, Thaynara Andrade Berquó, o primeiro passo é investigar como aconteceu a queda de Maria, se era uma aula com acompanhamento de professor ou alguma atividade dos colegas.
“Vamos ouvir o pai hoje e a mãe amanhã. Para ouvir os servidores do colégio, precisamos que respondam nosso ofício informando quem estavam trabalhando no dia. Precisamos verificar se a jovem foi socorrida rapidamente ou se houve demora”, disse a delegada.
A delegada ainda conta que os funcionários podem responder por lesão corporal, caso seja provado que os alunos não estavam sendo monitorados.
“Se eles assumiram a posição de garantidor, de vigilante das crianças, se elas estavam monitoradas em horário de aula ou se foi uma atividade fora dos horários normais”, explicou a delegada.
Em nota ao g1, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou nesta segunda-feira (25), que as escolas contam com equipamentos para aulas de educação física, que levanta informações para esclarecer as causas do acidente, que há um protocolo a ser seguido pelos professores e que acompanha o tratamento da aluna
Acidente em escola
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Maria Eduarda Vieira Gomes, de 16 anos, sofreu acidente em escola de Aparecida de Goiânia e está em estado grave em UTI de hospital de urgências de Goiânia Hugo Goiás — Foto: Reprodução/Instagram
O caso aconteceu no dia 6 de abril, durante uma aula na quadra do Colégio de Tempo Integral (Cepi) Cruzeiro do Sul, onde Maria cursa o 3º ano do ensino médio. Desde então, a menina segue internada no Hugo.
Os pais da estudante denunciam que a filha se machucou em aula porque a escola não tinha a estrutura necessária para a atividade. Eles ainda disseram que amigos contaram que, após a queda, Maria ficou desmaiada por cerca de 15 segundos e convulsionou.
“[A escola] não fez os primeiros socorros, não acompanhou. [Na primeira unidade de saúde a que Maria foi levada], os médicos acharam que ela tinha um surto psiquiátrico porque não tinha ninguém da escola para endossar, dizer ‘ela estava na minha aula e bateu a cabeça'”, desabafou João batista Gomes, pai de Maria.
Colega conta como aconteceu
Prints mostram uma colega contando como Maria Eduarda caiu e bateu a cabeça durante a aula . As mensagens foram encaminhadas para a mãe de Maria, Cesiany Vieira Borges, no dia do acidente. A colega conta que as atividades foram passadas por uma professora de educação física, na quadra do colégio.
“É como se fosse um mortal para trás com duas pessoas segurando”, disse a colega, que não teve o nome divulgado.
Nota da Seduc
Em atenção à solicitação de informações a respeito do acidente com a estudante Maria Eduarda Vieira Gomes, da 3º série do Ensino Médio do Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, ocorrido na quadra poliesportiva da escola durante a aula de Estudo Orientado, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) informa:
– As unidades escolares da rede pública estadual de ensino contam com equipamentos para aulas de Educação Física e práticas esportivas;
– A Seduc, por meio da Ouvidoria e da Superintendência de Educação Integral, faz o levantamento de informações com vistas a esclarecer as circunstâncias do acidente com a estudante;
– A Seduc também informa que há, na rede pública estadual, um protocolo para a assistência em casos que ocorram acidentes ou outros acometimentos que envolvam o bem estar físico dos estudantes, professores, servidores e equipe gestora;
– E, neste momento, a Seduc segue acompanhando o tratamento de saúde de Maria Eduarda e se une em oração aos seus familiares e amigos por sua plena recuperação.
FONTE: G1 Goiás

